quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Estímulo, reforço e controle

O Behavorismo

Início do Século XX, o termo Behavorismo foi identificado pelo americano John B. Watson, Behavor como o significado de “comportamento”. Propondo assim com seus estudos um objeto para a ciência, pois o comportamento sendo como algo a ser observado, mensurado, cujas as experiências podem ser reproduzidas em diferentes condições e sujeitos. Certas situações levam com que o indivíduo tenha certas ações promovidos por uma hereditariedade e associados a hábitos (estímulos), ou seja “resposta” e “estímulo”.
Comportamento Operante ou reflexo: são ações “não-voluntárias”, como quando contraímos os olhos em reflexo a uma luz muito intensa, o arrepio da pele quando recebemos um ar gelado ...
Entretanto esses reflexos podem ser condicionados, por exemplo, ao mergulhar a mão em uma vasilha de água gelada a temperatura caíra abruptamente caracterizando-se como um comportamento respondente.
Mas ao se fazer a experimentação de uma outra forma, como mergulhar a mão várias vezes em uma vasilha de água fria só que no momento de se mergulhar a mão na vasilha tocasse uma campainha, chegaria um momento que a mudança de temperatura estaria associada ao som. Então a queda da temperatura é uma resposta incondicionada, enquanto a queda da temperatura pelo som é uma resposta condicionada (aprendida).
Em 1930, Skinner inicia os estudos do comportamento operante, são as ações empreendidas pelo organismo para interagir com o meio, o bebê ao balbuciar, ao agarrar objetos. Suas ações são promovidas em reações do meio, como do bebê chorar e a mãe lhe trazer o alimento, está reação lhe traz satisfação. 
Skinner identificou como leis comportamentais, representados por: 
R -> S, onde R é a resposta e S (do latim stimulus) é o estimulo reforçador ou reforço.


Então ao aprendermos matemática na escola, soma e subtração, transferimos essa aprendizagem para várias situações de nosso cotidiano, como dar e receber o troco. Mas para uma abordagem behaviorista esta aprendizagem se dará após o resultado de uma mudança de comportamento, onde a partir de estímulos e recompensas iremos “condicionar” o aluno as respostas desejadas, somente em um ambiente que esteja totalmente planejado e controlado pelo professor para direcionar as ações e reações. 

 Fonte:
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14ª edição. São Paulo: Saraiva, 2008. 

Fazer sentido "Penso logo existo"

A experiência da Subjetividade
Com o Capitalismo, todas as ideias do sistema medieval entram em crise e motiva-se ao individualismo.
“Penso logo existo.”
- a valorização da razão -> Racionalismo
- a ideia do singular que tem a experiencia da razão -> individualismo
- a ideia de representação do mundo é algo interno ao indivíduo -> experiência subjetiva (eu)

O Funcionalismo
William James (1842-1910), Estados Unidos -> “O que fazem os homens” e “Por que o fazem” -> está na consciência, que é o seu centro de preocupações e busca a sua compreensão e funcionamento, na medida que o homem a utiliza para adaptar-se ao meio.

O Estruturalismo
- Edward Titchener (1867-1927), Estados Unidos; sua preocupação também é a consciência, mas irá estuda-la em seus aspectos estruturais, “os estados elementares da consciência como estruturas do sistema nervoso central”  

O Associacionismo
– Edward L. Thorndike, Estados Unidos -> formulador da primeira teoria da aprendizagem, sendo para ele que a aprendizagem se dá através de uma associação de ideias, onde para aprender um conteúdo mais complexo, deve-se partir de ideias mais simples, que estariam associadas aquele conteúdo. Formulou a Lei do Efeito, que foi importante para a Psicologia Comportamentalista, o organismo irá emitir um comportamento a partir da associação de um efeito.

Método Científico
- Subjetividade (objeto da Psicologia) -> só pode ser compreendida como movimento constante do ser humano em sua relação com o mundo material e social.
- Objetividade (o conhecimento a partir de um método científico)

Materialismo histórico e dialético
- Pressupostos materialistas -> a realidade existe independente de nossas ideias e da razão humana existem leis na realidade que podem ser conhecidas
- Concepção Dialética -> a contradição e sua constante superação são a base do movimento de transformação constante da realidade
- Concepção Histórica -> o mundo se constrói em seu movimento e que podemos conhece-lo estudando-o exatamente em seu processo de transformação


Racionalização: é quando procuramos respostas lógicas para afastar o sofrimento. O ego coloca a razão a serviço do irracional e utiliza para isso o material fornecido pela cultura ou mesmo pelo saber científico.

Então quando eu avalio aluno, não posso taxa-lo de incapaz, devemos sempre motiva-lo pois não podemos adivinhar quais os caminhos que ele irá trilhar, quais as aprendizagens irá ter a fim de tentar explicar e justificar para si mesmo uma determinada situação.


Fonte:
BOCK, Ana Mercês Bahia; FURTADO, Odair; TEIXEIRA, Maria de Lourdes. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 14ª edição. São Paulo: Saraiva, 2008.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Quem conta a história

Sabemos que o ambiente escolar não é o único formador de valores, mas levando em conta a sua importância algumas expectativas são esperadas. 
Quando atuamos no desenvolvimento de outros seres humanos, sempre é uma responsabilidade muito importante pois é ao desenvolvermos suas habilidades de discernimento que estimulamos a busca de melhorias em seus espaços de vivências. 
Devemos combater o preconceito constantemente, principalmente aquele que faz parte de nosso cotidiano e que se expressa a partir de várias formas, por exemplo quando dizemos piadas de inferioridade, nas várias campanhas publicitárias, nos cliches veiculados nos meios de comunicação, nas atitudes preconceituosas pelo outro ser pobre, negro, índio, mulher, gordo, homessexual ....
É necessário desenvolvermos uma cultura de valorização da diversidade e do respeito ao outro, não podemos esquecer que fazemos parte da mesma espécie humana, mas ao mesmo tempo diferentes por possuirmos uma individualidade e identidade únicas. E é na escola que nós educadores temos a possibilidade de propiciar a nossos alunos momentos que priorize e valorize o respeito ao outro formando cidadãos mais tolerantes com as diferenças.

"Quando nós rejeitamos uma única história, quando percebemos que nunca há apenas uma história sobre nenhum lugar, nós reconquistamos um tipo de paraíso." (Chimamanda)

Abaixo foram colocados dois vídeos que valem muito a pena ser vistos, para reflexão, que exemplificam muito sobre o contexto em que estamos vivenciando em nossa sociedade atual.




domingo, 1 de outubro de 2017

Aprendizagem Humana

As instituições escolares são importantes espaços de socialização e aprendizagens para as crianças e jovens em suas vivências, ao se proporcionar ações educativas fazemos com que se amplie a assimilação destes conhecimentos, são essas experiências que iram  estruturar o seu desenvolvimento individual e social como indivíduos, capacitando e ampliando suas potencialidades como agentes transformadores de seu meio.

Inúmeros são os fatores que influenciam na aprendizagem dos alunos, desde o contexto socioeconômico-cultural, sua história individual como a de seus familiares e até mesmo a forma como o professor aborda os conteúdos. Em primeiro, não podemos pensar que estamos ensinando a alunos vazios, mas sim que cada um aprende de forma diferente, sob determinados estímulos e de acordo com seu próprio ritmo.
E outro fator, que considero importante para o cotidiano da sala de aula é a empatia e o respeito mútuo entre aluno/professor e o vice-versa também é importante. Não haverá um engajamento do aluno no aprender, enquanto não ocorre um verdadeiro estimulo por parte de seu professor. Neste caso pode-se entender a forma como o professor visualiza seu aluno, quando ele acredita em seu desenvolvimento nas suas capacidades todos os seus esforços serão conduzidos para este fim, na crença do seu aprender. Mesmo quando não ocorre, este professor continua a promover novos estímulos sempre acreditando na capacidade de seu aluno que ocorrerá no seu tempo determinado. 
E pensando nesta dinâmica de relações devemos estruturar as atividades de ensino de forma a diferenciar as experiências, procurando modelos de ensino-aprendizagem que não estejam marcados somente pela mera transmissão de conhecimento, mas direcionados a uma condução mais dinâmica e ativa dos alunos. 



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O Ato de Ler

Educar-se é uma ação que faz com que nos transforme. E por que irá nos transformar?
Porque no momento em que leio o texto e o faço de uma forma à refletir o que o autor se propõem a decodificar em suas palavras, eu me envolvo em um processo constante a fim de perceber o real sentido de seu significado.
No momento que compreendo o verdadeiro significado das palavras, um novo mundo se abre a minha frente, um mundo de reconhecimentos.
Com Freire(1989, Pag. 13) diz, "... a leitura da palavra não ´é apenas precedida pela leitura do mundo mas por uma certa forma de "escrevê-lo" ou reescreve-lo", quer dizer, de transforma-lo através de nossa prática consciente."



Fonte: 
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo, Autores Associados: Cortez, 1989. 




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Eixo VI

Se inicia mais um semestre, Eixo VI, onde estaremos articulando reflexões relacionadas aos processos inclusivos, neste caso podemos entender tanto nos casos das necessidades especiais, como das situações de diversidades que encontramos nas salas de aulas, como as questões étnico-raciais quando relacionados com situações de preconceito e exclusão de uma grande parcela da sociedade.
E ao refletir, no dia de hoje, após uma tarde em que realizamos na escola, um pré-conselho para discutirmos as necessidades de cada turma e quais as ações a serem realizadas para o desenvolvimento destes alunos. Ações estas que não deverão estar apenas no quesito do conhecimento de cada disciplina mas como cada aluno se visualiza como individuo, é que percebo como as trocas que serão realizadas ao longo deste semestre se mostraram de grande auxilio para o meu cotidiano. 
E é a partir de nossas vivências que passamos a ler e construir novas interpretações de nossa história e de outras, ela não precisa ser necessariamente inédita, mas pode ser (re)construída por nós mesmos a cada dia.