sexta-feira, 25 de maio de 2018

Produção Fordista e a produção Toyotista e suas diferenças

A produção fordista foi implantada inicialmente por Henry Ford em sua fábrica em Michigan, nos Estados Unidos, a partir de 1913, dai o nome desse processo de produção. Foi inspirado no Taylorismo: Ford pôs em prática as ideias propostas pelo engenheiro Frederick W. Taylor. O fordismo está ancorado na produção em escala e na acentuada divisão do trabalho no interior da fábrica. Ou seja, a produção é realizada em grandes lotes de um único modelo de produto e cada operário executa uma única função ultra especializada. Na fábrica fordista há uma rígida hierarquia, na qual os trabalhadores não tem nenhuma autonomia. O controle de qualidade é feito apenas no final do processo de produção que permite passar muitos defeitos, aumentando o desperdício. Esse tipo de organização da produção precisa de grandes estoques de insumos, exigindo grandes armazéns, portanto alta imobilização de capitais, o que eleva os custos de produção. Funcionou bem até os anos 1970, quando as industrias mais modernas começaram a substitui-lo pelo toyotismo. Em países em desenvolvimento ainda permanece em industrias que exigem muita mão de obra barata.


Já a produção enxuta foi desenvolvida pelo engenheiro japonês Taiichi Ohno e começou a ser implantada na fábrica da Toyota, no Japão, a partir do final dos anos 1950, por isso esse sistema de produção é também conhecido como toyotismo. Está produção se ancora no escopo, ou seja, há uma grande diversificação de modelos fabricados. Praticamente não há hierarquia, os trabalhadores são multifuncionais, organizados em círculos de controle de qualidade, de forma que eles mesmos são os responsáveis pelo controle de qualidade dos produtos e pela detecção de defeitos ao longo do processo. Isso reduz significativamente o desperdício. Como o toyotismo esta ancorado no just-in-time, praticamente não há estoques, podendo funcionar em espaços menores e com baixa imobilização de capitais. Com isso, os custos são menores e a produtividade é maior. Em todo o mundo, nos setores industriais mais avançados hoje predomina a produção toyotista.

Fonte:
MARTINEZ, Rogério. Novo Olhar: geografia. 1ª ed. – São Paulo: FTD, 2013.

terça-feira, 15 de maio de 2018

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA APRENDIZAGEM - I parte

Ao fazer o curso no Instituto Ciência e Saber, sobre "O que é a aprendizagem?", tema que por sinal muito me interessa, nos foi proposto em um dos módulos a construção de um quadro e que achei muito interessante e que pretendo aos poucos ir compartilhando minhas descobertas sobre os autores que estudamos e suas teorias.

Processos de construção das aprendizagens conforme a Teoria de Jean Piaget

Explica o desenvolvimento

- O desenvolvimento passa por estádios sendo que estas aquisições de conhecimento se integram dependendo do período ao serem assimiladas servem de base para o seguinte período. 
- Não é a idade que determina a característica do pensamento, mas sim o período/estádio em que se encontra.
– “Aprender é criar estruturas de assimilação”

Explica a aprendizagem
- Aprender é construir estruturas de assimilação e essas são construídas pelo processo de abstração reflexionante.
- A gênese das estruturas cognitivas é explicada pela construção, mediante a interação entre sujeito e objeto, ou seja, tem que se conhecer o objeto para depois agir sobre ele e poder transforma-lo.
- O conhecimento já construído (estrutura) se torna a base para a sua reformulação e assim ocorrendo a sua nova assimilação.
- Que o aluno aja (assimilação) sobre o material que o professor presume que tenha sido cognitivamente interessante, ou melhor, significativo para o aluno.
- Aprender é construção, ação e tomada de consciência da coordenação de ações.

Explica a não aprendizagem
- Os métodos pedagógicos não podem se resumir em transmissões verbais. 
- Pois os conhecimentos novos (conteúdo) e os conhecimentos prévios (estrutura) possam transitar através do ensino da cabeça do professor para a cabeça do aluno. 
- Quando não há interesse por parte do sujeito. 
- Pensar que o aluno é uma tabula rasa.

Como propõem que seja o ensino
- Ação mental mediante uma reflexão sobre algum tema.
- O professor deve saber como se aprende.
- Metodologia ativa, em que poder ser estruturadas através de ações físicas ou mentais.
- Utilização de trabalhos em grupo, para se coordenar diferentes pontos de vista e a partir destes momentos divergentes reassimilar novas estruturas.
- O professor deve construir ações em sala de aula que envolva interrogações e assim se procure refletir sobre os conhecimentos.
- Estabelecer relações entre os conhecimentos novos e os já presenciados pelos alunos.
- Ao estimularmos o aluno com perguntas estamos lhe incentivamos a se questionar sobre as questões e o obrigando a refletir sobre uma resposta.
- Ao se questionar sobre as respostas para si os alunos sofre perturbações (acomodação) que são provocadas pela assimilação deste ação e ao se apropriar destas reflexões, sobre as estruturas formativas das ações formamos um reflexionamento.
- Proposta construtivista
- Construirmos o mundo que queremos e não repetirmos o que já foi criado.

Dentre os contextos desenvolvidos acima o que mais me estimulou a procurar por respostas foi de como as teorias de Piaget se questionaria para o desenvolvimento do ensino e das ações que o professor deveria conduzir para uma aprendizagem significativa. Sendo que os tópicos vem de encontro com algumas das minhas ações em sala de aula, de procurar sempre estimular com perguntas as reflexões dos alunos e ao mesmo procurando associar os conceitos que estamos estudando com momentos cotidianos que possam ao mesmo tempo serem exemplos mais próximos de suas vivencias e consequentemente estarem aptos a compreenderem conceitos mais elaborados. 

            Referências
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicol. estud., Maringá, vol.11, no.1, p.119-127, abr. 2006. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722006000100014&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em 21 abr. 2018.  http://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722006000100014.

sábado, 5 de maio de 2018

VYGOTSKY - Aquisição da Linguagem

     Nos textos estudados até o momento temos que para Vygotsky, ninguém é uma ilha, para ele o homem sempre esteve inserido na sociedade. O homem para se construir necessita interagir, trocar, partilhar e navegar o conhecimento. E é na linguagem que o homem tem o seu maior instrumento social de contato com o outro, é a partir desta ferramenta que ele se integra e completa para conquistar seu potencial.

     Para entender as ideias de Vygotsky, é fundamental inteirar-se de quatro pensamentos chaves:
     - Interação: realizada através da linguagem, nas relações interpessoais em que o sujeito troca com o meio. É no grupo cultural em que o indivíduo se desenvolve que irá interagir com o universo de significados em que identifica o real em categorias e o nomeia em palavras conforme o grupo em que ele se encontra. 
     - Mediação: do indivíduo com a cultura e se dá pela linguagem, ou seja, na representação mental dos objetos, situações e eventos do mundo real para o universo psicológico do indivíduo. Ao fazer relações mentais ocorrem o desenvolvimento da abstração e da generalização. Quando nomeamos um objeto estamos colocando em uma categoria, classificação conforme o grupo cultural. 
     - Internalização: quando a criança internaliza as aprendizagens construídas através da mediação e interação com o meio. Internalização esta que é o momento em que a palavra (signo mediador) é incorporada a sua estrutura como conceito, que apresenta um material simbólico já dentro da linguagem do adulto.


     O termo “conceito” tem por sentido o de agrupar um objeto de acordo com seu atributo. 
   Nos três processos anteriores sua formação refere-se aos conceitos desenvolvidos nas atividades práticas da criança e nas suas interações sociais, que se encontram em seu “cotidiano” ou “espontâneos”, já os chamados “conceitos científicos” são os adquiridos por meio do ensino (Oliveira, 2016, p.31), que é o próximo a ser relacionado: 

     - ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal): é o espaço que se encontra entre o que as crianças já conhecem e aquilo que tem o potencial de aprender. É neste espaço que adultos/professores ou crianças maiores podem influir no conhecimento, ou seja, dos conceitos “cotidianos” dos quais a criança já tem da sua própria vida, do que ela sabe fazer sozinha do que daquilo que ela tem a potencialidade para a vir a ser, conceitos “científicos”, desde que ela seja assistida aprender com os outros.



                      
Fonte:

OLIVEIRA, Marta Kohl de. Vygotsky e o Processo de Formação de Conceitos. In. LA TAILLE, Yves de, OLIVEIRA, Marta Kohl de, DANTAS, Heloysa. Piaget, Vygotsky, Wallon – teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992. 
SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014.Disponivel em: <webartigos>. Acesso em: 19 abr. 2018.

LINGUAGEM

A partir da leitura do texto sobre a aquisição da linguagem, de Silva(2014), procurei desenvolver uma retrospectiva dos vários enfoques aos quais se teve sobre a aquisição da linguagem. Esta atividade ainda se encontra em desenvolvimento pois estou realizando outras leituras e pesquisas.  



Fonte

SILVA, Samanta D. Aquisição da linguagem, 2014. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208>. Acesso em: 19 abr. 2018.



domingo, 15 de abril de 2018

LINHA DE TEMPO - EJA

  

SALA DE AULA


     Com a apresentação do workshop do Eixo VI, minha maior preocupação se encontrava em compreender a relação ensino/aprendizagem e ao mesmo tempo relacioná-la com o cotidiano.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Monitores

Participei da seleção de monitores para o PEAD, em um primeiro instante fiquei até um pouco insegura, mas ao começarmos as atividades adorei. Começamos com uma interação entre nós pelo Haugouts, testando as chamadas de vídeo e na resolução dos problemas. 
Nesta atividade me fez lembrar o que estava lendo sobre a vida de Leonardo da Vinci há alguns dias, em que o autor Isaacson esboça sobre a sua genialidade. 
"A genialidade se origina do brilhantismo individual, ela necessita de uma visão singular. No entanto para executá-la, em geral é necessário trabalhar com outras pessoas: a inovação é um esporte coletivo; a criatividade, um esforço colaborativo." 
Foram essas palavras que vieram em primeira mão e é o que constantemente acontece em nosso curso, essa troca constante e é a partir deste nosso esforço, de nossas trocas que surgiram ações criativas.

                                              Imagem relacionada