sábado, 26 de dezembro de 2015

A definição de um estatuto de infância.

A definição de um estatuto de infância. Segundo as ideias do historiador Philippe Ariès, de que forma foram aparecendo historicamente a figura do bebê, e a infância?
Carine Dias Soares
Jaqueline Correa Lemos
Jaqueline Rosa
Luciana Menezes Arco

O historiador Philippe Ariès, dentro de sua pesquisa identificou que as crianças eram vistas na era medieval como “Um adulto em miniatura” apenas o que os distinguia dos adultos era sua estatura, e os materiais utilizados para a análise foram: retratos, quadros, vestígios de objetos como brinquedos e roupas, esculturas e monumentos funerários. Por um grande período a infância não apresentava uma importância significativa para a sociedade já que era transitória e suas lembranças logo seriam perdidas sua posição era tão insignificante que quando morria era considerada uma perda eventual ou algo inevitável projetando um sentimento de indiferença.
Ariès afirma em seus estudos que na Idade Média não havia sentimento de infância e somente a partir do século XVII é que começa a ter um primeiro sentimento pela infância onde a família olha para a criança acalentando um sentimento de “engraçadinha” e assim sendo, considerada como um indivíduo que servia para o encanto dos adultos.
No século XII a criança não apresentava nenhuma característica que a diferenciasse do adulto, apenas eram figuras de homenzinhos menores com a mesma musculatura de um adulto. Já século XIII começa a aparecer muito vagamente a ideia de infância, as crianças eram representadas como anjos com a aparência de um rapaz jovem com traços arredondados e graciosos mais próximas ao sentimento contemporâneo. Esse tipo de anjo foi muito comum durante o século XIV. Um segundo tipo de criança seria o modelo de todas as crianças pequenas da história da arte: o Menino Jesus. No início era retratado como uma redução do adulto e depois foi ficando mais arredondado e com traços mais delicados e um terceiro tipo aparece na fase gótica que foi a criança nua.
No século XV surgem dois tipos de representação da infância o retrato e o Putti. Putti é o termo usado na arte que se refere a figura de um menino nu, quase sempre do sexo masculino e representado frequentemente com asas se assemelhando muito aos bebês. Nesta mesma época houve o aparecimento do retrato da criança morta que foi um momento muito importante na história do sentimento pois mostrava que a criança não era mais considerada facilmente como uma perda inevitável.
E finalmente, no século XVII, tornaram-se numerosos os retratos de crianças isoladas e passou a ser um dos modelos favoritos, pois cada família, agora, queria possuir retratos de seus filhos quando crianças, o que é, até hoje, costume que nunca desapareceu. A fotografia substituiu a pintura, mas o sentimento de guardar a fase infantil dos filhos não mudou.
Já a aprendizagem das crianças e adolescentes encontrava-se ligada às práticas familiares e à classe social a qual pertencia; a partir do século XVI que começam a surgir vários dispositivos que promovem o surgimento de outros segmentos como escolas, tutores, internatos para a difusão da educação e o enclausuramento destes. Inicialmente tínhamos o setor religioso que durante uma longa data veio a se preocupar com a criança e seu futuro, esses jovens eram valorizados e se tornavam alvo de disputa, sendo visados como futuros católicos ou protestantes. Nesse período a juventude era vista sem uma definição etária, mas cuja particularidade era a de estar em desenvolvimento.
No decorrer de seu desenvolvimento, a definição de um estatuto da infância que veio garantir aos jovens que fossem doutrinados, a fim de manter a ordem e os bons costumes, preservando intacta e imaculada a instituição católica. A escolarização, que também era obrigatória e preparatória para a vida religiosa ou para a nobreza, era apenas para os filhos dos ricos e dos nobres, sendo ministradas as aulas de latim e demais conteúdos em casa com o preceptor ou nos colégios jesuítas; a família pouco se envolvia e quando muito dividia as responsabilidades. Em função disso havia pouco afeto entre pais, filhos e entre irmãos, sendo comum ocorrerem crimes que eram compreendidos com naturalidade. Os filhos dos artesãos e dos camponeses não frequentavam a escola e desde muito pequenos já aprendiam o ofício dos pais para ajudar a família.
Claro que a evolução histórica brasileira não coincidiu com a do continente europeu, que até aproximadamente do século XIX tinha-se uma concentração da população na área rural, onde o trabalho das crianças e adolescentes mantinha-se como mão de obra familiar.
Por isso temos que dizer que a compreensão histórica do estatuto da criança, baseado na análise de Ariès, se dá a partir da ligação desta com as classes sociais dominantes. Acreditamos que hoje o jovem continua sendo um alvo, não apenas religioso, mas político; onde lideranças políticas e religiosas disputam entre si a atenção e a capacidade do jovem para socializar, difundir e defender seus ideais.

Referência bibliográfica
Julia Alvarenga e Fernandes Alvarez-Uria, Maquinaria Escolar.
Aries, Philippe, História Social da Criança e da Família.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Método Clinico

Como não tenho turmas de alfabetização inicial e no caso minha disciplina é a Geografia, estou com turmas de 2ª e 3ª anos do ensino médio e senti muita dificuldade por parte de meus alunos na compreensão dos textos, em não ter o hábito de estudar e muito menos em ter o hábito de escrever, fato que chega a ser prejudicial para as aprendizagens recebidas ao longo do ensino fundamental I e II.
Mesmo o meu trabalho sendo realizado no final do ensino básico, me preocupo constantemente a ponto de pensar em como orientar esses adolescentes a ponto de tentar construir uma prevenção e que eles não se tornem futuros analfabetos.
É um trabalho em que está construção, pois minha prática na docência é recente e ainda estou construindo as minhas aprendizagens. Foi uma organização pensada e estudada desde o início do ano mas vou descrever como se realizou neste último semestre no conteúdo de urbanização e industrialização, procurei trabalhar do modo como descrevi e ao mesmo tempo tentei apoia-lo no método clinico estudado nesta última atividade da nossa interdisciplina, espero ter compreendido os textos e laminas.
Proposta de exploração: onde foi exposto o conteúdo, no qual os conceitos eram contextualizado com exemplos de ordem global/regional e indagado aos alunos sobre o que ele conhecia, exemplificando sobre o assunto em uma ordem local.
Proposta de justificação: realizado com exercícios dissertativos, como forma de incentivo a escrita, onde devia-se comparar com o que se sabe e a leitura dos textos do livro ou de pesquisa, onde é incentivado ajuda mútua de todos, no entanto com respostas individuais. Com avaliação e solicitação de retorno quando necessário e debates sobre as respostas dos exercícios.
Proposta de controle: atividade em grupo para apresentação, quando está ocorrer os colegas que estão assistindo deverão fazer pareceres sobre o conteúdo apresentado, sua clareza e avaliação; os grupos de apresentação deverão ser pequenos ou individuais.

Alfabetizar, Alfabetização

No Texto Ver, criar e compreender, a autora Analice Dutra Pillar identificou através das observações em sua sala de aula que a criança procura reconstruir o seu meio a partir dos desenhos, identificando assim que a criança no início do desenvolvimento procura fazer com que “o desenho começa como uma escrita e a escrita como um desenho”. E também identificou como Luquet descreveu as fases: a criança em um primeiro instante tem o Desenho Involuntário (Realismo Fortuito) onde desenha pelo prazer visual, gestual, de traçar linhas sem a intensão de representar, já em uma segunda fase ocorre o Desenho Voluntário quando a criança representa seu meio a partir do desenho, apresentando alguma semelhança e a terceira que é Incapacidade Sintética quando são construídas as formas diferenciadas para cada objeto.
No Realismo Intelectual a criança já identifica o objeto em sua forma e cor. É nesta fase que a criança inicia a identificação de espaço, forma e cor dentro de uma cena, linha de chão. Para Piaget, nesta fase se inicia a identificação das relações de projeções e secções e de proporções e distâncias. E por último Realismo Visual nesta fase a criança procura desenhar a sobreposição, a opacidade, as distâncias e as proporções dos objetos e sua perspectiva.
No texto de Sônia Borges, é tratado a construção da alfabetização, como surge a escrita no imaginário da criança e como são associados os ideogramas da escrita com o sentido que é atribuído pelo sujeito. Para Emília Ferreiro, que em seus estudos era preocupação de que forma a criança aprende, identificou na leitura e na escrita, que o sujeito cria sistemas de representação em processo contínuo para representar as imagens e os sons em escrita. Sendo que cada indivíduo constrói sua própria aprendizagem, e esta é gradual, onde cada salto cognitivo depende da assimilação e de uma reacomodação dos esquemas internos onde interpretamos o conhecimento que recebemos.
Já nos estudos de Piaget (1896-1980), a assimilação do conhecimento só será feita a partir das descobertas que a própria criança realiza, e assim para educar tem que “provocar a atividade”, ou seja, estimular a procura do conhecimento. O ser humano apresenta estágios de desenvolvimento, onde para se reconstruir a escrita deve antes apropriar-se dela, e em cada estágio de desenvolvimento intelectual ganha-se em complexidade e abstração. Para os alunos se apropriar do conhecimento deve-se ter o contato com o objeto. E para Vygotsky, a aprendizagem também tem influência do meio social em que vive, já que a escrita representa o mundo.
O sujeito epistêmico está na origem de suas representações sobre as coisas do mundo, ele busca satisfazer suas curiosidades sobre o meio testando, representando o que vê. A linguagem oral e escrita é objetiva e representativa. A escrita é a construção representativa do som (linguagem oral), e como prática social é sempre um meio nunca um fim se torna a resposta a um objetivo. Muitas vezes o que o professor ensina não é o mesmo que as crianças aprendem, essa aprendizagem não corresponde nem um pouco com aquilo que lhes foi ensinado, como se fosse uma distorção da realidade do professor.
A partir dessas observações me veio a lembrança as dificuldades em que meus alunos tiveram em entender o conteúdo esse ano sobre a evolução do capitalismo em suas fases, onde tinha que associar o desenvolvimento do sistema de produção na sua evolução histórica e assim podermos nos aproximar nas relações dos grandes blocos econômicos atuais. Trabalhar esse conteúdo e procurar fazer uma interligação com as outras áreas do saber foi um esforço bem cansativo pois os alunos não compreendiam como que a geografia pode dialogar com a biologia, com a história, sociologia enfim com as outras disciplinas e tenha uma interligação que as únicas diferenças são como você direciona o olhar para aquele tema.
Procurei trabalhar desde os assuntos relacionados a que os alunos tinham conhecimento e a partir destes foram realizados debates, utilização de mapas, vídeos, leitura de textos com exercícios de compreensão, quadro resumo para o trabalho dos conteúdos da grade curricular. Todas as atividades foram articuladas para que o aluno não somente fizesse as atividades para o fim de uma nota final, mas que o fizesse refletir sobre como as atividades econômicas globais podem influenciar no seu mundo local e como ele, um ser individual, pode ter ações que modifiquem de forma positiva o meio em que vive.

BIBLIOGRAFIA:

Coleção memória da Pedagogia, n.5: Emilia Ferreiro: a construção do conhecimento. Alfabetização, representação e diferença. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, 2005.
Coleção memória da Pedagogia, n.5: Emilia Ferreiro: a construção do conhecimento. Ver, criar e compreender. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Segmento-Duetto, 2005.
Construção da escrita - Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Site Revista Nova Escola http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/alfabetizacao-inicial/alfabetizacao-video-profa-construcao-escrita-parte-3-545609.shtml acessado em 02/12/2015.
Duarte, Karina. Rossi, Karla. Rodrigues, Fabiana. O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DA CRIANÇA SEGUNDO EMILIA FERREIRO. Ano VI – Número 11 – Janeiro de 2008 – Periódicos Semestral. REVISTA CIENTÍFICA ELETÔNICA DE PEDAGOGIA – ISSN: 1678-300X. http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/2010/Pedagogia/aprocesso_alfab_ferreiro.pdf acessado em 30/10/2015.
Jean Piaget: O cientista suíço revolucionou o modo de encarar a educação de crianças ao mostrar que elas não pensam como os adultos. http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/jean-piaget-307384.shtml  acessado em 30/10/2015.



Clóvis de Barros Filho - Consumismo na Infância

CONSUMO X PUBLICIDADE X INFÂNCIA





sábado, 5 de dezembro de 2015

INFÂNCIA SOFT




Infância soft representada basicamente a partir da inocência e da beleza, principalmente, e que tem por objetivo vender não só produtos, mas concepções do que deve ser um corpo bonito, admirado ou não, do que deve ser visibilizado e o que deve ser escondido. A partir das imagens podemos inserir, incutir processos de pensamentos com vários significados ou até mesmo preconceitos de tal forma que aquele que está exposto constantemente nem se dá conta e absorve tal significados como seus.
Nas propagandas normalmente é mostrada crianças brancas, que são Soft, ou seja, em contexto implícito de suavidade. Podemos identificar como exemplo na figura acima, na Revista Vogue Cadeaux, onde visualizamos uma criança branca com roupas de adulto, em um decote sensual, sapato de adultos e maquiagem carregada onde o olhar sensual para demonstra além da suavidade que o conceito de infância traduz, e ao mesmo tempo sensual e o proibido. Esse apelo mostra um lado perigoso para as crianças pois passam a serem incentivadas a uma sexualidade muito cedo. O psicanalítico Sigmund Freud, já em seus estudos, observou que as crianças desde os 3 anos já apresentam essa curiosidade a respeito de como produzir prazer, mas estas ligadas mais as diferenças que existe no meu corpo com a do outro e não com a visão biológico, como no ato reprodutor.
Mas a mídia já consciente do lado consumista em que se encontra nossa sociedade procura utilizar técnicas de persuasão e de sedução nas propagandas, essas crianças que ainda estão em formação são convencidas a ter necessidade de adquirir determinados produtos para serem felizes e que devem convencer seus pais a ceder para que eles sejam felizes, já muitos desses pais em suas ânsias de não querer prejudicar a educação de seus filhos acabam por confundir afeto pelo o ato de ter, com medo do diálogo e do convívio com seus filhos. Estes mesmos pais também precisam se conscientizar que nem tudo que seus filhos querem é o que necessitam e que certas regras se fazem necessárias para que nossas crianças e adolescentes sejam protegidos deste bombardeiro de desinformações e apelos sexuais.

Referência bibliográfica

BORGES, Camila Bettim; CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais. Textura, v. 17, n. 34, p. 99-111, 2015.
Educação de Crianças em Creches. Salto para o Futuro https://www.youtube.com/watch?v=Ob3QcgXYHeU acessado em 01/12/2015
SABAT, Ruth. Pedagogia cultural, gênero e sexualidade http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n1/8601.pdf acessado em 01/12/2015.
SILVA, A.P.S; PANTONI, R.V. Apresentação da Série Educação de Crianças em Creches. Salto para o Futuro (Online), Ano XIX, n° 15, p. 5-16, out 2009.



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

História da Educação dos Filhos

Palestra muito interessante sobre a História da Educação dos Filhos, como evolui as diversas formas de educar as crianças ao longo do Século XX.

Rosely Sayão é psicóloga formada pela PUC de Campinas.
Livros publicados: 
- Como educar meu filho? (2003, Publifolha),
- Em defesa da escola (2004, Editora Papirus), 
- Família: modos de usar (2006, Editora Papirus).







quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O que será que mudou no mundo e na educação a partir das ideias de Freud?

     Sigmund Freud, foi um médico vienense, do século XIX para o século XX, que tinha como linha de pesquisa o psiquismo do indivíduo, ele comparava a mente como uma montanha de gelo, um iceberg, onde na superfície está a consciência e na parte submersa está o inconsciente. Com isso ele buscava a interpretação dos significados ocultos que existem nas manifestações humanas, como ações, palavras e produções imaginárias (sonhos, delírios, associações livres, atos falhos). 
     A partir de suas observações a psicanalise pode ter uma base para as psicoterapias, os aconselhamentos, orientação e assim pode-se chegar a uma compreensão dos fenômenos sociais que estão muito relevantes em nosso mundo contemporâneo, como as angustias e sofrimentos ligados ao individualismo, como por exemplo a violência que atingem níveis alarmantes atualmente.
     Estudiosos pós-freudianos que tiveram uma grande contribuição, como Melaine Klein que procurava compreender os vínculos principalmente na relação entre a mãe e o bebê, onde procurou descobrir sobre as angustias e as fantasias e como essa relação influência na personalidade da criança. E outro como Winnicott, onde desenvolveu a teoria do desenvolvimento emocional e os diferentes graus de perturbação emocional.
     Com as avaliações de vários pesquisadores como Freud que procurava no inconsciente, o interior do ser humano, e assim tentar explicar os sentimentos humanos e os pós-Freud como por exemplo Klein, Winnicott e outros, que procuravam analisar as relações externas da criança, pode-se atualmente chegar a um consenso das dificuldades que nossa sociedade enfrenta e como são as realidades, conflitos e sentimentos que nossos alunos da pós-modernidade se encontram e dessa forma tentar chegar nas melhores metodologias para o desenvolvimento de suas aprendizagens durante essa trajetória que é a infância e adolescência.

sábado, 21 de novembro de 2015

Conceito de Sexualidade

A Sexualidade tem uma relação erótica com o seu externo, sendo que quando se fala em erótica diz-se prazerosa, uma relação que produz uma satisfação um bem-estar. Esta relação com algo que lhe traz satisfação faz com que acentue sua curiosidade e assim vamos acumulando aprendizagens.
Com as pesquisas de Freud, identificou-se que esta relação de prazer ou de curiosidade apresentavam algumas fases: a fase oral, quando a criança tenta conhecer o seu meio externo pela boca; a fase anal, quando a criança começa a controlar as fezes; a fálica, quando a criança começa a descobrir o seu corpo e as diferenças entre o menino e a menina; a fase de latência, que a fase de adaptação entre o sexto ano de vida até a puberdade, quando o jovens começa a trocar sua identificação parental para o outro fora da suas relações familiares e envolve assim a questão do libido, em que seu objeto de prazer é o outro.
Vale muito considerar o que Freud foi nos descrevendo no final do século XIX e início do Século XX, ele conseguiu estabelecer gradativamente uma ruptura com os dogmas da época. Antes dos estudos realizados por Freud, com a psicanálise, que estudava a questão da sexualidade tinha-se na disciplina de sexologia, apoiada está pelo campo da biologia, em que a ação do sexo era uma pré-concepção do organismo, uma função do organismo ligada a apenas na finalidade da reprodução, a pro-criação da espécie e a união do macho e da fêmea.
Com Freud, tem-se o conceito de Pulsão (Trieb) que é totalmente contrário ao instinto funciona e outra lógica. A Pulsão é uma força, um ímpeto, é o que instiga o ser a realizar uma ação, no entanto é diferente do instinto em que tem picos e declínios. A Pulsão é o impacto constante a interpelação e a uma inquietude constante.
Nos estudos de Freud, que é uma ruptura com as ideias da época, em que a pulsão da sexualidade está constante em nós e principalmente nas crianças. Como podemos entender a sexualidade na infância, como: no olhar, na boca, nos gestos. São as trocas que a criança faz com o seu corpo e o meio externo. Para entender a sexualidade na fase adulta temos que ver também como foi esse indivíduo na infância, sua trajetória.
As perversões são os territórios dos grandes desvios da sexualidade, como o fetiche, o olhar, o cheiro, um pedaço de um corpo essas práticas que estão dentro das perversões, para Freud, elas tem muito que nos elucidar sobre nós mesmos.
 A educação na vida de Freud tinha como três pontos principais:
- Em primeiro lugar, o tradicional amor aos estudos, característico dos judeus, e que passou a representar, uma oportunidade de ascensão social.
- Em segundo lugar, a Educação o introduziu à “cultura do outro lado”, à cultura de um círculo de intelectuais vienenses a que não pertencia.
- Em terceiro lugar, precisava ter acesso aos domínios do conhecimento de seu tempo para a eles poder acrescentar algo – sua própria contribuição à Ciência, e assim sobrepor ao seu desejo de saber. Transferência de um sentimento para o seu outro almejado, amado.
O trabalho de Freud, sua metodologia investigativa vinha sempre a procurar das origens dos sintomas que acometiam seus pacientes, dentro das doenças nervosas a que mais lhe chamava a atenção era a histeria. Nos estudos que Freud fez em conjunto com Breur, eles determinaram que todo trauma é um desencadeante de um sintoma, e num segundo instante que todo trauma reprimido pela pessoa fica no inconsciente por apresentar uma natureza insuportável para o paciente.
Com o andamento de seus estudos, Freud se direciona a um conceito de sexualidade onde está mais profundo do que o do contexto em que a sexualidade genital se detém que é o ato sexual. Portanto a sexualidade é mais profundo e está desde as preliminares do ato sexual, as perversões, as experiências sensuais da criança vividas em relação ao seu próprio corpo ou em contato como corpo da mãe, e onde conclui que muitos dos sintomas das histerias está relacionada as fantasias ou ações imaginárias infantis.
A libido é quando associamos um objeto sexual, ou ato, ou ser para a obtenção do prazer, e a paixão é o extremo do investimento que fazemos sobre o outro (objeto de desejo) a ponto de seu eu ficar empobrecido e enfraquecido, sob o controle do outro. Quando temos o excesso de libido e esse excesso que não está direcionada as metas sexuais, uma energia dessexualizada é a ferramenta com que a educação pode-se utilizar, quando o indivíduo a partir de excesso de energia é direcionado para os processos de pensamento mais amplo. 

Fonte: 
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva: 2008.
Ferreira, Berta Weil. Psicologia e educação. Volume 1. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.
Freud, Sigmund, 1856-1939. Volume 16: O eu e o id. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Kupfer, Maria Cristina. Freud e a educação. O mestre do impossível.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Zigmund Bauman

'Se planejar para um ano, plante arroz!
Se planejar para 10 anos, plante árvores!
Se planejar para 100 anos, eduque as pessoas!"
- Provérbio chinês

Palestra na integra de Zigmund Bauman, educação 360, http://eventos.oglobo.globo.com/educacao-360/2015/fique-por-dentro/zygmunt-bauman-assista-a-palestra-na-integra/


"A educação é vítima da modernidade líquida, que é um conceito meu. O pensamento está sendo influenciado pela tecnologia. Há uma crise de atenção, por exemplo. Concentrar-se e se dedicar por um longo tempo é uma questão muito importante. Somos cada vez menos capazes de fazer isso da forma correta — disse Zygmunt Bauman durante o evento Educação 360. E completou: "Isso se aplica aos jovens, em grande parte. Os professores reclamam porque eles não conseguem lidar com isso. Até mesmo um artigo que você peça para a próxima aula eles não conseguem ler. Buscam citações, passagens, pedaços".


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

APRENDIZAGEM

1) O que é aprendizagem?
É toda a informação que está próximo a mim, e que influenciam as transformações no meu modo de pensar e agir.

2) Como ocorre a aprendizagem?
Estas aprendizagens podem vir através de uma dúvida, curiosidade, reflexão, diálogo, experiência, etc... No momento que há reflexão para que essa informação nova venha a ser transformada no seu cotidiano ocorre a assimilação do conhecimento por parte do indivíduo.

3) Qual a relação entre aprendizagem e desenvolvimento?
São as transformações que fazemos das informações que promovem o desenvolvimento tanto individual até influenciar uma sociedade. Por exemplo quando tínhamos ferimentos por arma branca, tínhamos um tipo de ferimento mais superficial, no momento que surge as armas de fogo temos uma visão maior do corpo humano, por exemplo a rotula do braço, e por que não construir um artefato redondo que seja parecido com a rótula e assim por diante, uma curiosidade vindo a sobrepor a outra e promovendo a facilidade da vida humana.
 
4) Qual a relação entre ensino e aprendizagem?
Ensinar é transmitir conhecimento, quando apresento minha aula eu transmito minhas informações sobre um determinado assunto, estas só serão aprendidas quando promoverem uma transformação no cotidiano dos alunos.

5) Qual a relação entre afeto e aprendizagem?
Toda aprendizagem está intimamente ligada ao sentimento, para se acreditar em uma informação eu tenho que sentir a sinceridade do meu interlocutor, sendo assim tenho que ter uma afinidade, uma motivação com aquele que está a transmitir conhecimento.

6) Considerando suas respostas anteriores, como deveria ser, na sua opinião, o ensino na escola?

Motivacional, um local em que o aluno pudesse tirar suas dúvidas e construísse seu conhecimento, tivesse acesso à tecnologia para poder pesquisar e que a partir de um tema problema todos os professores das várias áreas auxiliassem a resolve-lo. E ao mesmo tempo este educador tivesse o tempo disponível para desenvolver suas potencialidades e que não houvesse a necessidade de atender tantos alunos ao mesmo tempo ou mesmo várias turmas diferentes ao mesmo tempo. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Mídia

Quem bebe sukita não engole qualquer coisa.

Com a difusão dos meios de comunicação, que muitos chamam de “quarto poder”, onde procura-se trabalhar a subjetividade do consumidor a fim de cativa-lo. O trabalho dos publicitários é nos persuadir que o produto que está sendo mostrado, é perfeito e nos trará felicidade, sendo assim estes profissionais em sua maioria das vezes estão trabalhando com um padrão sutil de moral que muitas vezes são ultrapassadas. Quando determinadas propagandas nos convence a consumir um determinado produto podemos recairmos nos limites da ética, já que o limiar do que é considerado correto ou não em sociedade ultrapassa uma linha extremamente fina.
Para construir os vários momentos de incentivo ao consumo, que é uma característica marcante do sistema econômico em que nos encontramos o Capitalismo, várias técnicas de persuasão são usadas, para isso os profissionais da publicidade procuram associar o produto ao um valor emotivo, com os jovens temos questões que procuram explorar os limites e assim trazendo um sentimento de aventura.  Já com os produtos alimentícios ao contexto ligado a vivência familiar e assim poderá ser o substituto nos momentos de ausência. As bebidas alcoólicas têm já um apelo de sedução, Sol, praia, férias, calor e mulheres vibrantes. Estes produtos são mostrados constantemente como forma de possibilidade à felicidade quando consumidos pois como não estão inseridos em nosso cotidiano podem ser um contraponto a nossas decepções diárias.
Uma das propagandas veiculada no final da década de 90, que foi um marco, onde era mostrado o homem mais velho que insistia em parecer como um gurizão e que se insinuava para uma adolescente de olhar ingênuo e de rostinho angelical, A publicidade estava associada ao consumo da bebida em que a menina que estava consumindo, e que dava um fora no “Tio” em alguns momentos do cotidiano como se fosse comum e rotineiro na sociedade, propaganda esta direcionada principalmente ao público infanto-juvenil, em que a menina se mostrava descolada e o “Tio” que com sua ação insinuava a busca da juventude.


 
Referência bibliográfica
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2008.
FELIPE, Jane; GUIZZO, Bianca Erotização dos corpos infantis na sociedade do consumo. Proposições, vol. 14, n. 13. (42), set./dez., 2003.



sábado, 7 de novembro de 2015

“Educar uma infância pós-moderna”

A partir do final do Século XX, tivemos uma transformação na forma como a sociedade pensa e a mídia se tornou tão importante nas nossas relações. Com o advento da inserção do ciberespaço no nosso dia a dia as nossas inter-relações ficou marcado pelas angústias do fracasso, de que deveríamos ter mais do que temos, de ter mais saúde de que temos, quando na realidade nem todos conseguiremos galgar o almejado sonho de perfeição e não percebemos que cada vez mais as desigualdades estão maiores e estamos cada vez mais nos distanciados do convívio com nossos amigos e familiares.
Nossa sociedade pós-modernidade, hoje nos preocupamos mais com o individualismo do que com o conjunto, que as experiências que temos elas são incompletas para compreendermos o mundo que se mostra a nossos olhos, que é uma em que todos se encontram interligados, que as informações onde antes levavam muito tempo e as distância eram enormes já tudo isso não ocorre.
Nós temos que pensar e agir hoje de uma outra forma de como vamos resolver nossos problemas, como vamos conquistar uma justiça social, individual e coletiva, como podemos adquirir um equilíbrio interior e ao mesmo tempo estarmos bem com o coletivo.  
Hoje temos uma fragilidade nas relações humanas e é com essa angustia que temos que estar constantemente trabalhando com nossas crianças e jovens, eles vivem neste mundo em que tudo instantâneo é o ideal, não são culpa deles pois foram os adultos de antes que estavam cansados de um mundo cheio de fracassos dos “sonhos coloridos” que os conduziram. Não é culpa de nossos jovens estarem conectados em um mundo em que as vivências são virtuais, de filmes fantásticos, de novelas de final feliz, de séries fantásticas, de livros de auto-ajuda, das redes sociais em que podemos nos conectar ou desconectar a penas apertando uma tecla de “delete” em viver um mundo de utopias.
Nos dizeres do sociólogo Zygmunt Bauman, “Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o chão racha”, viver é uma experiência instigante e precária, que está rodeada de inseguranças e incertezas e neste patamar que nossos jovens não estão sabendo vivenciar. Já conhecemos nossos problemas, insegurança no trabalho, amores voláteis, desapego ao outro, violência constante, mas não estamos vendo como resolver esses problemas estamos tão preocupados em acha-los que estamos esquecendo de como soluciona-los.
Para os tempos atuais a educação deve se reformar, já que a sociedade que apresenta se diferencia, estamos agora trabalhando já com um conhecimento pronto e acessível nas mídias, temos que transformar esse conhecimento. Devemos propor constantemente aos nossos jovens incentivos de como projetar um caminho, planeja-lo e como encontrar várias soluções para algumas ações.
A escola deve achar esse caminho de que os jovens precisam, pois esse jovem que chega a nós na escola é um ser inacabado e é na escola que completa sua formação interior nas suas relações interpessoais, nos ensinamentos com que os professores propõem a eles. Decorar não se precisa mais pois temos computadores que fazem isso com uma grande capacidade de armazenamento, mas pensar, sentir e conviver isso o computador não nos traz isso é uma capacidade humana e o mais difícil de se fazer que é pensar criticamente. E achar esse caminho, ou seja, esses vários caminhos é a grande mina de ouro que nós educadores estamos procurando, não há uma solução perfeita, mas uma infinidade de formas de direciona-la até chegar à um consenso final.

REFERÊNCIA

FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.
Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Coleção Pedagogia Contemporânea, Vol. 1, Rio de Janeiro: Vozes; SP, Editora Segmento.
Vídeo de Zygmunt Bauman e a Pós-Modernidade para ampliar os conceitos de pós-modernidade. https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA acessado 31/10/2015.
Vídeo RIA Festival 2014 - Painel: Educação.com. Conversa que aconteceu no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e Luciano Meira. https://www.youtube.com/watch?v=dbkZjVaa6Gw acessado 01/10/2015.
Vídeo: Zygmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



Fichamento do texto

Questões
Teu entendimento a partir do texto
Caracterize três marcas do que se entende por “pós-moderno”.
- Com o advento do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, o conhecimento se tornou acessível para todos fazendo com que a forma como ele é produzida e divulgada se modificasse. O conceito de amizade como tínhamos anteriormente na Modernidade, onde ele se construiu e através de relações diretas com conflitos de acordo e desacordos, na pós-modernidade se modificou, tenho amigos quando incluo no meu perfil na rede e não os tenho mais no momento que excluo em meu perfil, a amizade por um toque.
 - A sociedade se tornou individualista e centrada no presente, com característica dos excessos e dos extremos e com isso as relações também mudaram, a sociedade está mais preocupada com o consumo.
- A condição humana se tornou fluida, ocorreram mudanças e essas mudanças não são estáticas e sim imprevisíveis. O espaço em que eu ocupava hoje pode não mais ser amanhã, pois o amanhã eu não sei se estarei no mesmo trabalho, ou na mesma cidade. A única coisa que ainda estou permanente é a Rede onde tenho a escolha de estar conectado ou desconectado.
O que significa pensar o tempo atual com base no binômio solidez/liquidez?
Na Modernidade as relações de trabalho eram sólidas, ou seja, tínhamos um plano de vida onde construíamos uma trajetória e agíamos para construí-la, tudo pode ser planejado.
Na Pós-Modernidade, acreditamos que entendemos tudo e assim tudo se tornou efêmero, transitório até as relações em que acreditamos em sermos completos em nós mesmos e não com o outro, pois a felicidade tem várias formas de se conseguir e não de uma única.
Explique a frase: “a mídia tem sido uma das principais produtoras das representações que compartilhamos” (p. 79). Para construir sua resposta, utilize-se do exemplo da “representação do corpo”, oferecido pela autora (p. 79-80)
Na pós-modernidade, as redes sócias se tornaram um dos meios de disseminar um determinado conteúdo, no entanto nos tempos de hoje esses compartilhamentos se tornaram superficiais, descartado. Como os meios de informação se tornaram mais rápidos, apresentando um mundo virtual mais prazeroso que o real, as pessoas se influenciam com estes êxtases, já que o dia a dia das pessoas se tornaram mais angustiantes e estressantes tendo que conviver com as dificuldades. Viver com as angustias e decepções traz sensações que não são prazerosas. No entanto no mundo virtual, meu mundo é feito de alegrias, convivo com pessoas que me são afins, convivendo com alegrias, e quanto a tristeza invade meu mundo eu somente desconecto sem trauma nenhum.
Considerando as discussões que o texto oferece, como as crianças se veem hoje implicadas numa sociedade do consumo?

Todas as questões imbricadas nessa sociedade midiática em que estamos vivendo são totalmente novas, estamos vivendo em tempo de adaptação em relação as informações rápidas e superficiais e de outro lado o acesso ao conhecimento excessivo. Como as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis, já que são fases de formação em que o indivíduo está se moldando, tem mostrado mais nitidamente como somos influenciáveis. Mas também não podemos esquecer que essa relação mídia e consumo está também trazendo uma outra forma de desigualdade na sociedade, já que para ter contato com todo conteúdo e relações no ciberespaço necessita-se de um investimento considerável por parte do usuário.


Fonte: Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Olimpíada da Língua Portuguesa

Hoje lendo sobre Alfabetização, achei um site muito bom, tanto para a alfabetização como para o desenvolvimento da escrita em seus vários níveis de progresso. Este site além de ter jogos também apresenta uma biblioteca com revistas e artigos para o aperfeiçoamento do sistema de escrita.


sábado, 24 de outubro de 2015

Educação, Escola e Desigualdade

     Conforme Bernard Charlot, a educação é um ato político e ele aponta quatro sentidos:
     "1) a educação transmite modelos sociais que são diferentes para cada grupo social a que as crianças pertencem, de sorte que, ao confirmar esses modelos, a escola sedimenta a organização social, o que, em última análise, é uma atividade política;
     2) a educação forma a personalidade com base em normas e valores presentes na própria estrutura social, fazendo com que as crianças introjetem os mecanismos psíquicos de identificação com o seu grupo e de sublimação das carências, mesmo que estas derivem da injustiça e da dominação de classe;
     3) a educação difunde ideias políticas (de sociedade, justiça, liberdade, igualdade etc.), com as quais a classe dominante consegue fazer passar como legítimos os seus ideais  de vida social;
     4) a educação é encargo da escola que é, como tantas outras, uma instituição social que se move no contexto das regras gerais da sociedade. "




Fonte: Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Vozes, 2011, Vol. I.

domingo, 4 de outubro de 2015

A Invenção da Infância

Ser criança é ser feliz. 

Ser criança é ser feliz 
Ter esperança 
E acreditar no que se diz 
Somos inocentes e não pensamos na vida 
No presente e no futuro 
Como uma alma perdida 
Se uma infância tiveste 
Uma criança foste 
Muitos amigos fizeste 
Com grande sorriso no rosto 
Ser criança é sonhar 
Ir a lua a cantar 
E mesmo que caísse 
Teria alguém para me apanhar 
Ser criança é o início 
De uma vida de confusão 
Da dúvida e do benefício 
Do sim e do não 
Ser criança é tudo na vida 
Um sentimento 
Um carinho 
Uma alegria 
Uma boa vida adulta crescida










quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Psicologia I

Fazendo minhas pesquisas na INTERNET, achei o Livro recomendado para aos leituras na disciplina, com uma diagramação que se aproxima ao livro físico, não é edição atualizada no entanto apresenta algumas imagens que facilitam as explicações.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Educação Transformadora

..."se vou educar, seja num bairro de elite, seja numa favela, sempre irei dar mais ênfase aos valores intelectuais do que aos econômicos. No entanto, ...na favela os valores econômicos tornam-se prioritários, dadas as necessidades de sobrevivência, ao passo que num bairro de elite assumem prioridade os valores morais, dada a necessidade de se enfatizar a responsabilidade perante a sociedade como um todo, a importância da pessoa humana e o direito de todos de participar igualmente dos progressos da humanidade." Piletti, Caudino. Didática Geral


Quando li este paragrafo me deu um mal estar, mas após uma reflexão, comecei a identificar as diferente tipos de educação e qual seria o seu verdadeiro significado. Se todas as escolas apresentam as mesmas estrutura, tem que se trabalhar os mesmos conteúdos, então porque são tão diferentes?

   

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Significado do Portfólio

O Portfólio foi um recurso importantíssimo neste primeiro semestre do curso, pois se não fosse ele a construção do Workshop seria muito difícil, já que o portfólio me proporcionou um direcionamento nas minhas reflexões e questionamento. 
Com ele tenho tido um grande auxilio para me mostrar em uma ordem cronológica de tempo de minhas aprendizagens e como estas aprendizagens estão influenciando na minha prática em sala de aula. Se tornou um recurso tão importante nos meus estudos que procuro com frequência inserir minhas leituras, pesquisas na Internet e algo inusitado meus textos.

E a vantagem de criar um portfólio, a partir de um blog, foi o de poder inserir várias narrativas como vídeos, entrevistas, filmes, gravações dos trabalhos de sala de aula e assim aperfeiçoar mais esse contato com a tecnologia aprendendo com os vários recursos que a rede pode disponibilizar para torna-los mais criativos.