segunda-feira, 20 de abril de 2015

PORTFÓLIO II

O USO DO PORTFÓLIO

"Comênio, no século XVI, profetizou a máxima que deveria nortear as práticas docentes numa época em que começavam a trazer a tona as possibilidades de alfabetizar as massas e expandir a educação para o povo. Para ele, todo professor, ao estar diante do seu aluno, deveria dominar a arte de ensinar e saber que todos são capazes de aprender. as para isso o professor deveria aprender as ferramentas capazes de ensinar tudo a todos, conforme suas necessidades, isto é, deveria dominar a didática e seus princípios." (Dalben, 2012, apud Ambrósio, 2013; p. 13)

[...] se por um lado esses sujeitos (alunos) adquirem, na escola, com seu estatuto de educação formal, o domínio dos instrumentos básicos para leitura, compreensão, intervenção e transformação da realidade; de outro lado, no trabalho eles se relacionam com a natureza e o mundo social que os cercam, transformando-os e adaptando-os as suas necessidades de sobrevivência. [...] Essa dinâmica educativa se faz por meio da comunicação, ou seja, os sujeitos interagem e criam vínculos a partir de sentidos e significados presentes no conjunto de conteúdos sociais produzidos na interação. [...]
[...] conteúdo é um componente chave. E uma atividade de interação entre quem ensina e quem aprende, cujo vínculo é intencional. (Dalben, 2012, apud Ambrósio, 2013; p. 14, 15)

[...] três palavras-chave: portfólio, relação dialógica e relação participativa. (Boas, 2012, apud Ambrósio, 2013; p.19)
[...] o trabalho da sala de aula se renove por meio de dois princípios fundamentais: a criatividade e a autoavaliação. (Boas, 2012, apud Ambrósio, 2013; p. 19)
O portfólio faz parte da prática pedagógica que valoriza a criatividade expressa na organização do trabalho pedagógico pelo professor e pelos estudantes. (Boas, 2012, apud Ambrósio, 2013; p. 20)

Portfólio de Aprendizagem -> metodologia diferenciada e diversificada de monitoramento e avaliação do processo de ensino e aprendizagem. São coleções de informações importantes vindas de diversas fontes: livros, revistas, jornais, internet, depoimentos de alunos, pais, professores, funcionários e demais envolvidos no trabalho, entre outros, fundamentados em registros (anotações) da experiencia escolar cotidiana, ou seja, dos momentos de aprendizagem.

[...] Os registros podem ser definidos: 

1) da aprendizagem da turma: documentados por trabalhos, fotos e vídeos; entrevistas, gráficos, tabela de dados, textos, desenhos, frases, fotos, vídeos, reflexões, análises, depoimentos;

2) estudos independentes: pesquisas, análises e reflexões, realizadas a partir do interesse e necessidade de ir-se além dos conteúdos selecionados;

3) estudos de caso: temas selecionados e abordados no dia a dia da sala de aula;

4) memórias: registros narrativos das aulas, dos encontros, da observação das situações de aprendizagem, seus sucessos e hipóteses. As memórias podem ser coletivas (dos alunos) e individuais (do professor), diárias, semanais, quinzenais ou mensais, construídas com os alunos a partir de elementos metodológicos, conceituais e avaliativos que aprofundem conhecimentos e enriqueçam as aulas e a produção de textos da turma de forma clara, coesa e objetiva;

5) amostras de trabalho: seleção de amostras do trabalho desenvolvido por todos os envolvidos, tornando-se um arquivo, um documentário; metas, objetivos e combinados da turma para um bom andamento e organização do trabalho. (Ambrósio, 2013; p. 26-27)

[...] Objetivos diante da construção de um portfólio de aprendizagem:
1) aprender como se aprende;
2) conhecer para aprender;
3) levantar hipóteses;
4) buscar alternativas e soluções possíveis para as questões do mundo, aparentemente, desconhecido;
5) levar o estudante ao universo da pesquisa;
6) propiciar o registro, análise e acompanhamento das ações cotidianas no diário de aprendizagens;
7) colaborar com o aluno nas suas diferentes formas de aprender e de ver o mundo.
(Shoes e Grace, 2001, apud Ambrósio, 2013; p. 27)

[...] montagem de um portfólio:
1) estabelecer uma política para portfólio;
2) coletar amostra do trabalho;
3) fotografar;
4) entrevistar;
5) consultar os seus planos;
6) realizar registros sistemáticos;
7) preparar relatórios;
8) realizar registros;
9) conduzir reuniões para análise;
10) usar portfólios em situações de transição. (Shoes e Grace, 2001, apud Ambrósio, 2013; p. 28)



Nossa observação deve estar no meio de três tipos de competências: a produção, a percepção e a reflexão.


Fonte: Ambrósio, Márcia. O uso do portfólio no Ensino Superior. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

Um comentário:

  1. Jaqueline, essa reflexão sobre o uso do Portfólio de aprendizagem enriquece com certeza sua prática pedagógica. Parabéns!

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