domingo, 31 de maio de 2015

Leitura

Como formar novos leitores, achei esta reportagem bem interessante. Me interessou pesquisar mais sobre o Programa Ler e Escrever.
Telma Weisz, especialista em alfabetização e supervisora do programa Ler e Escrever, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, fala sobre como os gestores podem construir uma comunidade de leitores e como a leitura deve ser incentivada em sala de aula.


No site tem mais reportagens para pesquisa. Vamos lá!!! O menina curiosa.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Do ensino tradicional à educação moderna – estratégias para a melhoria do processo ensino-aprendizagem


Quando debatemos a educação atual, as práticas tradicionais são bastante criticadas. É muito comum ouvirmos os profissionais de educação limitarem a escola e as metodologias tradicionais como aquelas em que o professor transmite o conhecimento, privilegiando a quantidade de informação, em detrimento da qualidade, cuja organização das salas de aula com fileiras voltadas ao quadro negro é vista de modo negativo e nas quais os alunos são pouco participativos.
O termo pedagogia tradicional formou-se a partir dos pontos recorrentes nas práticas de ensino ao longo da história da educação. É também usado para marcar o início de novas propostas que começaram a ser veiculadas, sendo assim classificada como “tradicional” a concepção de educação adotada até aquele momento.
Mas será que esse tradicional é mesmo somente sinônimo de aspectos negativos, desatualizados e nada significativos?
Não podemos esquecer que a escola em outro momento foi planejada para atender uma sociedade que vivia em um ambiente de conhecimento muito mais estável do que o que vivemos hoje. A escola sempre buscou atender as necessidades histórico-culturais da sociedade, e essa já passou por inúmeras transformações e avanços.
Seria um equívoco descartar todas as contribuições que os diferentes tempos da educação nos proporcionam. Assim, nada melhor do que dirigirmos nosso olhar ao passado, fixá-lo no presente e mirar o futuro da educação para torná-la construtiva e para que desempenhe efetivamente a sua função no desenvolvimento dos alunos e da sociedade.
Hoje, existe uma grande necessidade de se evoluir cognitivamente e permanentemente, dados os avanços dos recursos e estratégias tecnológicas disponíveis. A chamada Educação 3.0 pressupõe uma escola aberta e participativa, na qual aluno, escola, família, professores e sociedade aprendem juntos. Mas isso não significa propor uma nova metodologia descartando tudo aquilo que a educação vem alcançando ao longo dos anos.
O desafio é descobrir meios de nos adaptarmos para continuar ensinando e aprendendo, porém de acordo com o que o novo mundo demanda. Isso envolve o engajamento em sala de aula na era tecnológica, as mudanças no cenário educacional e como os professores, pais e alunos estão envolvidos nesse processo. As salas de aula estão em constante transformação e é preciso uma renovação na forma de ensinar, porém não necessariamente se desfazendo de tudo aquilo que até então usávamos.
Esse peso de ter que se “libertar” do estilo da pedagogia tradicional, na verdade, não precisa ser carregado. Claro que a educação evoluiu e os alunos mudaram, e por isso alguns pontos deverão, sim, ser descartados, como em qualquer modelo de concepção pedagógica, afinal é preciso atender à demanda atual. Outros pontos, porém, deverão permanecer embutidos em nosso leque de práxis e, de acordo com a realidade vigente, modelados e direcionados a atenderem as nossas necessidades, bem como as expectativas do aluno.
É preciso buscar o bom senso nessa relação e não levá-la ao extremo.
Avaliem: se todos os alunos usarem computadores em sala de aula, não sendo mais necessário o ensino da letra cursiva, como vamos promover em nossos alunos o importante ato de manuscrever, que, conforme comprovação científica, ativa uma série de funções fundamentais no cérebro humano?
É preciso haver uma mescla entre o método tradicional de ensinar e os avanços, com conteúdo dinâmico e qualidade para prender a atenção dos alunos tecnológicos, aliados ao conteúdo programático estruturado pelo professor.

Certamente ainda há muito a se debater nesse campo da educação, mas é certo que o ensino tradicional vai além das metodologias clássicas com exposição verbal, foco nos exercícios, na repetição e na memorização. Cabe ao professor unir estratégias e saberes do passado, presente e futuro para a melhoria do ensino-aprendizagem.



Fonte: www.educacao.faber-castell.com.br 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo II

O que são métodos globalizados para organização do conhecimento na escola?
A sua escola prática um desses métodos?
Explique, de exemplos.

    Hoje nós temos uma especialização em cada disciplina, em que cada docente se restringe em sua disciplina e ali permanece em seu conteúdo restrito e especializado, e dificilmente inter-relaciona com outras áreas do conhecimento. Mas isso começa a ter uma significativa mudança entre os novos movimentos que estão surgindo, os estudiosos do conhecimento vem constantemente procurando dentro da complexidade um reconhecimento interdisciplinar, multidisciplinar....
    O método globalizados, conforme Zabala, se direciona as metodologias diferenciadas em que podemos trabalhar um determinado conhecimento onde teremos um tema gerador em que o aluno organizará o seu conhecimento, a partir de questões que lhe serão propostas, se este for construir seu conhecimento a partir do metodologia de projetos, ou a partir de uma sequencia onde se desenvolva problema, hipótese e confirmação, ou seja metodologia cientifica, ou de qualquer outra proposta, o professor o direcionará a fim de se possa chegar a um resultado satisfatório na construção de seu conhecimento.
     Para este enfoque mais globalizador podemos usar vários recursos como a disposição da salas de aula mais interativas, as avaliações por área do conhecimento quando se trabalha com ensino fundamental II e ensino médio.
    Na escola em que trabalho estamos começando a trilhar, ou tentando, as vezes intercalando duas disciplinas e trabalhando projetos juntos, ou a partir de reuniões realizadas pela Direção, ou com o Pacto Nacional de Fortalecimento do Ensino Médio, com os trabalhos realizados no Ensino Médio acarretam sendo realizados também com o Ensino Fundamental II, já que são quase os mesmos professores. A modernização ou a diversificação do ensino começa a ter modificações, mas ainda temos muito trabalho a ser realizado para que possamos a ter uma inter-relação significativa com os conteúdos das disciplinas. 
      Outro fator que muitas vezes esquecemos sobre trabalhar interdisciplinarmente o conhecimento, é a resistência que o aluno tem sobre o desconhecido, como trabalho com o Ensino Médio tanto a disciplina de Geografia como o Seminário Integrador (3ª Ano), eles não veem um sentido palpável para a pesquisa. Eu particularmente acho que devemos propor a organização do conhecimento com ensino interdisciplinar primeiramente no ensino fundamental II, já que o aluno parte do momento em que no 5º ano trabalha com um apenas um professor e quando chega no 6º ano tem 9 professores em que cada um tem uma fala diferente com conhecimentos diversos. Se ensinarmos o aluno nas séries iniciais a pesquisar, a trabalhar metodologias diversificadas teremos outro perfil de aluno no ensino médio. Se propormos tempo e condições aos professores para se especializarem teremos outro tipo de profissional, só assim teremos uma outra educação.

sábado, 23 de maio de 2015

Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo I

      Em um contexto histórico podemos identificar que o conhecimento foi teve influência na construção dos diferentes currículos. Para Platão, a educação "proporciona ao corpo e à alma toda a beleza que seja possível" (kasolagazós), a ginástica e a música (todas as artes) são importantes para o desenvolvimento do ser humano. Já em Aristóteles, o conhecimento se divide em especulativa(física, matemática, filosofia), prática(lógica, ética, politica) e poética(artes) para que o individuo tenha uma formação física, intelectual e moral com o intuito à se chegar a "virtude".
    Com Quintiliano, filósofo romano, temos o ensino em torno da gramática, da música, da geometria, da astronomia, da história e da filosofia. Para Quintiliano, o educando tem que frequentar a escola o mais cedo possível, a fim de se identificar os talentos e diferenças(referente a caráter) presentes e para que o educador tenha o grau de complexidade que irá intervir nas tarefas de aprendizagem do educando. O filósofo sugere também que os alunos venham a ser distribuídos em classes desde o inicio da sua escolarização, cuidando e incentivando o amor aos estudos e que estes sejam considerado como um divertimento, e sempre elogiando um bom trabalho. Quando desestimulados, é necessário criar um clima de competição entre os alunos a fim de serem instigados a dar o melhor de si nas atividade propostas. Outra peça principal no processo educativo é a leitura onde deve-se ser incentivada gradativamente, onde se adquiri informações diversificadas para facilitar a resolução de questões propostas. Deve-se conduzir o aluno a cumprir suas obrigações e que sejam capaz de buscar seu próprio conhecimento.
    Os quatro princípios pedagógicos em que Quintiliano se baseava era:
    1. Confiança na natureza do aluno: o ensinar a falar bem não deveria ser uma preocupação apenas do professor, mas deve-se estender aos pais. Todos que convivem com a criança devem tem uma linguagem pura e correta, só assim desde cedo, acostumá-la a tal linguagem, já que as primeiras impressões da infância são as que se guardam com mais tenacidade.
    2. Necessidade de adaptar o ensino às aptidões do discípulo: se o aluno é tímido deve-se desenvolver ousadia, se temerário impor freios, em fim preenchendo aquilo que falta e tirando o que sobra. O professor é o escultor que vai trabalhando no mármore.
    3. Orientação para a prática: deve-se ler, levando em conta o nível elementar da turma, no entanto é preciso escolher sempre bons autores, aqueles que sejam mais acessíveis para os iniciantes. Deve-se ensinar expositivamente, interroga-los e testar o senso crítico dos alunos, ou seja, avaliar e estimular a sua capacidade de julgar.  "A arte do orador é como a do general. Não se encerra em um conjunto de regras. Está sob o comando do casus, das situações imprevistas, que exigem do orador, como do general, uma capacidade de decisão que leve em conta as particularidades de cada caso." 
    4. Destinação moral do ensino: Tanto os pais como professores devem ter linguagem exemplar e acima de tudo ser virtuosos, pois são tomados como modelos de imitação pelo aluno. No entanto a cultura podem e devem aperfeiçoar a virtude. "É o caráter do orador, antes de tudo, que se deve cultivar através dos séculos." Então a verdadeira virtude não é um pressuposto, mas sim a consequência de uma educação adequada.


Aula rangel   10-11-11
Fonte: http://pt.slideshare.net/pecuniritter/aula-rangel-101111 



Fonte: http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/viewFile/3607/3048
Zabala, Antonio, Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo; Porto Alegre, ARTMED, 2002.

domingo, 10 de maio de 2015

Educação: o lugar da escola? Que processo é esse?


Como compreender a sociedade nos dias de hoje e como ela está influenciando nas transformações que estão ocorrendo na escola, está é uma das grandes questões que é debatida em todas as áreas que compreende a educação.
Principalmente com o desenvolvimento da tecnologia a forma como nos relacionamos foi sendo modificada, as distancias se reduziram, mas mesmo assim a solidão permanece a mesma. Com toda a modernidade os momentos continuam passageiros, o trabalho é incerto, as amizades que não estão tão sólidas. O homem com toda sua tecnologia esqueceu uma coisa muito importante como se relacionar com o seu outro. As pessoas tem medo de se mostrar por isso se escondem por traz de uma mascara que são os perfis nas redes sociais isso está refletindo na formação destas novas gerações onde se mostram despreparados para vivenciar as inseguranças do dia a dia, de não saber o que fazer quando recebe um “NÃO”.
Toda esta evolução em que o homem está passando desde a primeira revolução industrial que foi quando as técnicas foram sendo transformadas e o homem foi sendo substituído pelo seu resultado, as máquinas, vem transformando as relações interpessoais. A forma como a economia se desenvolveu e as relações de produção, o mercado necessita ter sempre trabalhadores excedente para haver uma regulação na remuneração.
Mas com todas as mudanças a nossa sociedade permanece com os mesmos desníveis sociais como sempre existiu desde os primórdios do capitalismo, o que foi se modificando foram algumas conquistas nas relações de trabalho que se refletiram ou vem se refletindo no que a sociedade está se transformando hoje.
Até pouco tempo atrás, as crianças e adolescente tinham um ritmo de trabalho igual a qualquer adulto, mas com a evolução da tecnologia o mercado necessitava de novos trabalhadores e estes tem que ser mais especializados. A Escola vem a suprimir estes anseios de ter sempre uma demanda de trabalhadores que possam sanar sempre o mercado de trabalho, onde ela consegue desenvolver competências e habilidades em alguns indivíduos. O que o mercado necessita hoje é de jovens que consigam superar os novos desafios que o modelo informacional vem nos trazer um aluno mais critico, que seja curioso, que tenha a capacidade de encontrar soluções.


 

sábado, 2 de maio de 2015

Qual o papel do Portfólio na avaliação?

O Portfólio é uma coleção das produções de aprendizagem, onde proporciona um método diferenciado e diversificado no acompanhamento do seu progresso nos auxiliando na organização dos conhecimentos adquiridos e se tornando assim também um procedimento de avaliação. Eles podem ser feitos a partir de varias fontes como vídeos, reportagens, artigos e produções dos alunos. No entanto se o material inserido no portfólio não for refletido e autoavaliado criticamente, se tornará ineficaz na qualidade de sua construção. 

Mini-História, Grande História

A minha vida sempre foi marcada por algumas dificuldades e mesmo assim com uma força de vontade surpreendente conquistei vários objetivos. Tenho uma personalidade muito forte e isso me proporcionou muitos conflitos, pois nunca aceitei certos rótulos e preconceitos. Tenho histórico familiar onde à mãe é analfabeta e o pai cursou até a 5ª série do antigo ginasial, ambos vieram do interior de Santa Catarina, que por sinal foi algo transformador em suas vidas. No ensino médio fiz técnico em processamento de dados, comecei minha graduação em Geografia na PUC/RS em 1994 e conclui na ULBRA em 2011, nesse tempo tive que parar várias vezes.
Trabalhei um período de 27 anos como auxiliar odontológico, e quando me formei troquei de profissão, e já se vão 3 anos no sistema educativo. O que todas as dificuldades e alegrias na vida fizeram comigo nestes 30 anos de trabalho, moldaram o individuo em que sou com força de vontade e uma persistência sem limites. É um caminho difícil, claro que é, mas quem disse que viver é fácil, no entanto é tão prazeroso quando conquistamos objetivos. O que eu fiz com todas as aprendizagens que tive, lapidei e fui em busca de mais conhecimento para aprimorar minha profissão que eu escolhi e que me dá prazer.
Desde 2012, estou trabalhando na E.E.E.M Alberto Torres, onde sou professora do ensino médio e ensino fundamental. No ano de 2014, pela manha continuei com o Ensino Médio e no período da tarde era supervisora que também proporcionou uma aprendizagem muito importante, pois não tinha nenhuma experiência e todas as dificuldades e acertos foram ótimos.
A minha aprendizagem de sala de aula foi se fazendo em várias leituras sobre didática, psicologia, metodologia de ensino, mas o marco importante para minha prática foi a vivencia da sala de aula, onde está a grande diferença, pois pude aliar a teoria com a prática e descobrir um pouco sobre o domínio de turma já que hoje em dia é bem importante.
Sou uma professora que não se mostra como a dona da verdade sempre a espera de que algum aluno me surpreenda, o conhecimento nos tempo de hoje é muito constante, e incentivo muito meus alunos a que participem das aulas com comentários e sugestões. Sou muito conteudista tenho plena consciência, mas também gosto de aliar o conteúdo a filmes, jogos na Internet e a pesquisa no ciberespaço, tenho um blog onde disponibilizo aos alunos materiais e filmes para estudo e meu maior prazer é quando os alunos participam em debates.
A minha opção por ser professora nunca foi por falta do que fazer, mas sim a busca de um sonho, gosto de estar em sala de aula, gosto de estudar, adoro ver meus alunos superando suas dificuldades. Permaneço na profissão, pois me da alegria ter esse contato com o aluno, o que faz de mim ser professor é mostrar que me importo que tenho afetividade e me preocupo com eles como indivíduos e como futuros profissionais.

A escola é o meio que me proporciona o contato com aluno e as várias realidades que envolve cada um, as dificuldades e como devemos superá-las. E por isso que voltei a estudar em uma Universidade para ter mais vivencias, me qualificar mais a minha gestão na sala de aula, o contato com outros profissionais nos traz muitas aprendizagens e esses conhecimentos que pode fazer o diferencial.