sábado, 23 de maio de 2015

Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo I

      Em um contexto histórico podemos identificar que o conhecimento foi teve influência na construção dos diferentes currículos. Para Platão, a educação "proporciona ao corpo e à alma toda a beleza que seja possível" (kasolagazós), a ginástica e a música (todas as artes) são importantes para o desenvolvimento do ser humano. Já em Aristóteles, o conhecimento se divide em especulativa(física, matemática, filosofia), prática(lógica, ética, politica) e poética(artes) para que o individuo tenha uma formação física, intelectual e moral com o intuito à se chegar a "virtude".
    Com Quintiliano, filósofo romano, temos o ensino em torno da gramática, da música, da geometria, da astronomia, da história e da filosofia. Para Quintiliano, o educando tem que frequentar a escola o mais cedo possível, a fim de se identificar os talentos e diferenças(referente a caráter) presentes e para que o educador tenha o grau de complexidade que irá intervir nas tarefas de aprendizagem do educando. O filósofo sugere também que os alunos venham a ser distribuídos em classes desde o inicio da sua escolarização, cuidando e incentivando o amor aos estudos e que estes sejam considerado como um divertimento, e sempre elogiando um bom trabalho. Quando desestimulados, é necessário criar um clima de competição entre os alunos a fim de serem instigados a dar o melhor de si nas atividade propostas. Outra peça principal no processo educativo é a leitura onde deve-se ser incentivada gradativamente, onde se adquiri informações diversificadas para facilitar a resolução de questões propostas. Deve-se conduzir o aluno a cumprir suas obrigações e que sejam capaz de buscar seu próprio conhecimento.
    Os quatro princípios pedagógicos em que Quintiliano se baseava era:
    1. Confiança na natureza do aluno: o ensinar a falar bem não deveria ser uma preocupação apenas do professor, mas deve-se estender aos pais. Todos que convivem com a criança devem tem uma linguagem pura e correta, só assim desde cedo, acostumá-la a tal linguagem, já que as primeiras impressões da infância são as que se guardam com mais tenacidade.
    2. Necessidade de adaptar o ensino às aptidões do discípulo: se o aluno é tímido deve-se desenvolver ousadia, se temerário impor freios, em fim preenchendo aquilo que falta e tirando o que sobra. O professor é o escultor que vai trabalhando no mármore.
    3. Orientação para a prática: deve-se ler, levando em conta o nível elementar da turma, no entanto é preciso escolher sempre bons autores, aqueles que sejam mais acessíveis para os iniciantes. Deve-se ensinar expositivamente, interroga-los e testar o senso crítico dos alunos, ou seja, avaliar e estimular a sua capacidade de julgar.  "A arte do orador é como a do general. Não se encerra em um conjunto de regras. Está sob o comando do casus, das situações imprevistas, que exigem do orador, como do general, uma capacidade de decisão que leve em conta as particularidades de cada caso." 
    4. Destinação moral do ensino: Tanto os pais como professores devem ter linguagem exemplar e acima de tudo ser virtuosos, pois são tomados como modelos de imitação pelo aluno. No entanto a cultura podem e devem aperfeiçoar a virtude. "É o caráter do orador, antes de tudo, que se deve cultivar através dos séculos." Então a verdadeira virtude não é um pressuposto, mas sim a consequência de uma educação adequada.


Aula rangel   10-11-11
Fonte: http://pt.slideshare.net/pecuniritter/aula-rangel-101111 



Fonte: http://revistas.iel.unicamp.br/index.php/phaos/article/viewFile/3607/3048
Zabala, Antonio, Enfoque Globalizador e Pensamento Complexo; Porto Alegre, ARTMED, 2002.

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