sábado, 27 de junho de 2015

Corporeidade e aprendizagem no cotidiano


A corporeidade é a forma como o nosso cérebro identificação o corpo no mundo em todas as suas dimensões desde material, intelectual e espiritual. Nessa forma de identificação temos os pensamentos que direcionam a construção de nosso conhecimento pelo ato reflexivo de algo que identificamos. Nosso cérebro retém o conhecimento muito mais a partir das experiências que somos suscetíveis.
Com a interação do ser humano com seu meio externo ele identifica-se com as várias sensações experimentadas como o amor, a angústia, a dor, o desespero, o apoio e todas essas sensações é que vão construir o indivíduo de amanhã. Uma das coisas que diferencia o ser humano dos outros animais é justamente essa constante assimilação de conhecimento e sentimentos. Nesta interação para a construção da aprendizagem podemos usar vários signos como a expressão corporal, a delimitação do corpo, o movimento e a manipulação de objetos.
A forma de agir diante de um conhecimento e sua apresentação demanda uma observação do professor de formas de aplicação diferenciadas para cada turma. Como sou professora de Ensino Fundamental II e Ensino Médio, minhas observações se direcionaram a estes alunos. Nas várias interações que direcionei, nos anos anteriores, as mais proveitosas foram as trabalhadas com a questão prática principalmente no 6º ano e no 1ª ano do EM, com a geografia física tem-se uma maior facilidade de trabalhar a questão do aluno no mundo e as suas vivências, a fim de trabalhar as questões de localização e orientação começo com a construção de desenhos e depois com as maquetes da sala de aula onde se pode trabalhar a percepção do indivíduo no local, sua construção de espaço, percepção de distância e de proporção.
No EM, no conteúdo do 1ª ano, sempre procuro trazer para as aulas de cartografia a questão de proporcionalidade e de localização do indivíduo dentro de um âmbito local, regional e global. Trabalhamos a localização da nossa escola no bairro, do bairro na cidade, da cidade no mundo e quando chegamos neste momento confecção do globo e as dificuldades de transportar o real, com sua circunferência para o plano.
Este ano como estou com os segundos e terceiros anos do EM, as dinâmicas já se modificou a fim de o aluno se perceber do local para o regional e por fim se inteirar com o global, procuro trazer representações a partir de filmes, análise de gráficos de produções energéticas e a sua influência no dia a dia, a análise e construção de mapas, a representação teatral.
Mas essa reorganização dos conceitos para um conhecimento corporalizado demanda um maior ato de reflexão por minha parte, muitas vezes essa ressignificação tem um significado para mim como educadora que não chega até meu aluno como esperado sendo assim novas possibilidades devem ser usadas.
 Como no texto “Corporeidade - uma complexa trama disciplinar”, nos traz bem no início “A linguagem é uma dimensão significativa para todo ser humano”, partindo dessa premissa devemos reivindicar as várias formas de signos como imagens, filmes, HQ, desenho, pintura, colagem para representar o conhecimento e incorporarmos a participação do homem no mundo. 
   
Referencia Bibliográfica:

GONÇALVES; C.J.S. Corporeidade: Uma complexa trama transdisciplinar. Corporeidade. Revisão do Conceito. Tese de Doutorado. UNIMEP. 2005.

REGO, Nelson; NUNES, Camila X. As geografias do corpo e a Educação (do) sensível no ensino de Geografia. Rev. Bras. Educ. Geog., Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 86-107, jan./jun., 2011. 88. Disponível em: http://www.revistaedugeo.com.br/ojs/index.php/revistaedugeo/article/view/17 Acesso em: 18 junh. 2015.

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