quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O que será que mudou no mundo e na educação a partir das ideias de Freud?

     Sigmund Freud, foi um médico vienense, do século XIX para o século XX, que tinha como linha de pesquisa o psiquismo do indivíduo, ele comparava a mente como uma montanha de gelo, um iceberg, onde na superfície está a consciência e na parte submersa está o inconsciente. Com isso ele buscava a interpretação dos significados ocultos que existem nas manifestações humanas, como ações, palavras e produções imaginárias (sonhos, delírios, associações livres, atos falhos). 
     A partir de suas observações a psicanalise pode ter uma base para as psicoterapias, os aconselhamentos, orientação e assim pode-se chegar a uma compreensão dos fenômenos sociais que estão muito relevantes em nosso mundo contemporâneo, como as angustias e sofrimentos ligados ao individualismo, como por exemplo a violência que atingem níveis alarmantes atualmente.
     Estudiosos pós-freudianos que tiveram uma grande contribuição, como Melaine Klein que procurava compreender os vínculos principalmente na relação entre a mãe e o bebê, onde procurou descobrir sobre as angustias e as fantasias e como essa relação influência na personalidade da criança. E outro como Winnicott, onde desenvolveu a teoria do desenvolvimento emocional e os diferentes graus de perturbação emocional.
     Com as avaliações de vários pesquisadores como Freud que procurava no inconsciente, o interior do ser humano, e assim tentar explicar os sentimentos humanos e os pós-Freud como por exemplo Klein, Winnicott e outros, que procuravam analisar as relações externas da criança, pode-se atualmente chegar a um consenso das dificuldades que nossa sociedade enfrenta e como são as realidades, conflitos e sentimentos que nossos alunos da pós-modernidade se encontram e dessa forma tentar chegar nas melhores metodologias para o desenvolvimento de suas aprendizagens durante essa trajetória que é a infância e adolescência.

sábado, 21 de novembro de 2015

Conceito de Sexualidade

A Sexualidade tem uma relação erótica com o seu externo, sendo que quando se fala em erótica diz-se prazerosa, uma relação que produz uma satisfação um bem-estar. Esta relação com algo que lhe traz satisfação faz com que acentue sua curiosidade e assim vamos acumulando aprendizagens.
Com as pesquisas de Freud, identificou-se que esta relação de prazer ou de curiosidade apresentavam algumas fases: a fase oral, quando a criança tenta conhecer o seu meio externo pela boca; a fase anal, quando a criança começa a controlar as fezes; a fálica, quando a criança começa a descobrir o seu corpo e as diferenças entre o menino e a menina; a fase de latência, que a fase de adaptação entre o sexto ano de vida até a puberdade, quando o jovens começa a trocar sua identificação parental para o outro fora da suas relações familiares e envolve assim a questão do libido, em que seu objeto de prazer é o outro.
Vale muito considerar o que Freud foi nos descrevendo no final do século XIX e início do Século XX, ele conseguiu estabelecer gradativamente uma ruptura com os dogmas da época. Antes dos estudos realizados por Freud, com a psicanálise, que estudava a questão da sexualidade tinha-se na disciplina de sexologia, apoiada está pelo campo da biologia, em que a ação do sexo era uma pré-concepção do organismo, uma função do organismo ligada a apenas na finalidade da reprodução, a pro-criação da espécie e a união do macho e da fêmea.
Com Freud, tem-se o conceito de Pulsão (Trieb) que é totalmente contrário ao instinto funciona e outra lógica. A Pulsão é uma força, um ímpeto, é o que instiga o ser a realizar uma ação, no entanto é diferente do instinto em que tem picos e declínios. A Pulsão é o impacto constante a interpelação e a uma inquietude constante.
Nos estudos de Freud, que é uma ruptura com as ideias da época, em que a pulsão da sexualidade está constante em nós e principalmente nas crianças. Como podemos entender a sexualidade na infância, como: no olhar, na boca, nos gestos. São as trocas que a criança faz com o seu corpo e o meio externo. Para entender a sexualidade na fase adulta temos que ver também como foi esse indivíduo na infância, sua trajetória.
As perversões são os territórios dos grandes desvios da sexualidade, como o fetiche, o olhar, o cheiro, um pedaço de um corpo essas práticas que estão dentro das perversões, para Freud, elas tem muito que nos elucidar sobre nós mesmos.
 A educação na vida de Freud tinha como três pontos principais:
- Em primeiro lugar, o tradicional amor aos estudos, característico dos judeus, e que passou a representar, uma oportunidade de ascensão social.
- Em segundo lugar, a Educação o introduziu à “cultura do outro lado”, à cultura de um círculo de intelectuais vienenses a que não pertencia.
- Em terceiro lugar, precisava ter acesso aos domínios do conhecimento de seu tempo para a eles poder acrescentar algo – sua própria contribuição à Ciência, e assim sobrepor ao seu desejo de saber. Transferência de um sentimento para o seu outro almejado, amado.
O trabalho de Freud, sua metodologia investigativa vinha sempre a procurar das origens dos sintomas que acometiam seus pacientes, dentro das doenças nervosas a que mais lhe chamava a atenção era a histeria. Nos estudos que Freud fez em conjunto com Breur, eles determinaram que todo trauma é um desencadeante de um sintoma, e num segundo instante que todo trauma reprimido pela pessoa fica no inconsciente por apresentar uma natureza insuportável para o paciente.
Com o andamento de seus estudos, Freud se direciona a um conceito de sexualidade onde está mais profundo do que o do contexto em que a sexualidade genital se detém que é o ato sexual. Portanto a sexualidade é mais profundo e está desde as preliminares do ato sexual, as perversões, as experiências sensuais da criança vividas em relação ao seu próprio corpo ou em contato como corpo da mãe, e onde conclui que muitos dos sintomas das histerias está relacionada as fantasias ou ações imaginárias infantis.
A libido é quando associamos um objeto sexual, ou ato, ou ser para a obtenção do prazer, e a paixão é o extremo do investimento que fazemos sobre o outro (objeto de desejo) a ponto de seu eu ficar empobrecido e enfraquecido, sob o controle do outro. Quando temos o excesso de libido e esse excesso que não está direcionada as metas sexuais, uma energia dessexualizada é a ferramenta com que a educação pode-se utilizar, quando o indivíduo a partir de excesso de energia é direcionado para os processos de pensamento mais amplo. 

Fonte: 
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva: 2008.
Ferreira, Berta Weil. Psicologia e educação. Volume 1. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.
Freud, Sigmund, 1856-1939. Volume 16: O eu e o id. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Kupfer, Maria Cristina. Freud e a educação. O mestre do impossível.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Zigmund Bauman

'Se planejar para um ano, plante arroz!
Se planejar para 10 anos, plante árvores!
Se planejar para 100 anos, eduque as pessoas!"
- Provérbio chinês

Palestra na integra de Zigmund Bauman, educação 360, http://eventos.oglobo.globo.com/educacao-360/2015/fique-por-dentro/zygmunt-bauman-assista-a-palestra-na-integra/


"A educação é vítima da modernidade líquida, que é um conceito meu. O pensamento está sendo influenciado pela tecnologia. Há uma crise de atenção, por exemplo. Concentrar-se e se dedicar por um longo tempo é uma questão muito importante. Somos cada vez menos capazes de fazer isso da forma correta — disse Zygmunt Bauman durante o evento Educação 360. E completou: "Isso se aplica aos jovens, em grande parte. Os professores reclamam porque eles não conseguem lidar com isso. Até mesmo um artigo que você peça para a próxima aula eles não conseguem ler. Buscam citações, passagens, pedaços".


segunda-feira, 9 de novembro de 2015

APRENDIZAGEM

1) O que é aprendizagem?
É toda a informação que está próximo a mim, e que influenciam as transformações no meu modo de pensar e agir.

2) Como ocorre a aprendizagem?
Estas aprendizagens podem vir através de uma dúvida, curiosidade, reflexão, diálogo, experiência, etc... No momento que há reflexão para que essa informação nova venha a ser transformada no seu cotidiano ocorre a assimilação do conhecimento por parte do indivíduo.

3) Qual a relação entre aprendizagem e desenvolvimento?
São as transformações que fazemos das informações que promovem o desenvolvimento tanto individual até influenciar uma sociedade. Por exemplo quando tínhamos ferimentos por arma branca, tínhamos um tipo de ferimento mais superficial, no momento que surge as armas de fogo temos uma visão maior do corpo humano, por exemplo a rotula do braço, e por que não construir um artefato redondo que seja parecido com a rótula e assim por diante, uma curiosidade vindo a sobrepor a outra e promovendo a facilidade da vida humana.
 
4) Qual a relação entre ensino e aprendizagem?
Ensinar é transmitir conhecimento, quando apresento minha aula eu transmito minhas informações sobre um determinado assunto, estas só serão aprendidas quando promoverem uma transformação no cotidiano dos alunos.

5) Qual a relação entre afeto e aprendizagem?
Toda aprendizagem está intimamente ligada ao sentimento, para se acreditar em uma informação eu tenho que sentir a sinceridade do meu interlocutor, sendo assim tenho que ter uma afinidade, uma motivação com aquele que está a transmitir conhecimento.

6) Considerando suas respostas anteriores, como deveria ser, na sua opinião, o ensino na escola?

Motivacional, um local em que o aluno pudesse tirar suas dúvidas e construísse seu conhecimento, tivesse acesso à tecnologia para poder pesquisar e que a partir de um tema problema todos os professores das várias áreas auxiliassem a resolve-lo. E ao mesmo tempo este educador tivesse o tempo disponível para desenvolver suas potencialidades e que não houvesse a necessidade de atender tantos alunos ao mesmo tempo ou mesmo várias turmas diferentes ao mesmo tempo. 

domingo, 8 de novembro de 2015

Mídia

Quem bebe sukita não engole qualquer coisa.

Com a difusão dos meios de comunicação, que muitos chamam de “quarto poder”, onde procura-se trabalhar a subjetividade do consumidor a fim de cativa-lo. O trabalho dos publicitários é nos persuadir que o produto que está sendo mostrado, é perfeito e nos trará felicidade, sendo assim estes profissionais em sua maioria das vezes estão trabalhando com um padrão sutil de moral que muitas vezes são ultrapassadas. Quando determinadas propagandas nos convence a consumir um determinado produto podemos recairmos nos limites da ética, já que o limiar do que é considerado correto ou não em sociedade ultrapassa uma linha extremamente fina.
Para construir os vários momentos de incentivo ao consumo, que é uma característica marcante do sistema econômico em que nos encontramos o Capitalismo, várias técnicas de persuasão são usadas, para isso os profissionais da publicidade procuram associar o produto ao um valor emotivo, com os jovens temos questões que procuram explorar os limites e assim trazendo um sentimento de aventura.  Já com os produtos alimentícios ao contexto ligado a vivência familiar e assim poderá ser o substituto nos momentos de ausência. As bebidas alcoólicas têm já um apelo de sedução, Sol, praia, férias, calor e mulheres vibrantes. Estes produtos são mostrados constantemente como forma de possibilidade à felicidade quando consumidos pois como não estão inseridos em nosso cotidiano podem ser um contraponto a nossas decepções diárias.
Uma das propagandas veiculada no final da década de 90, que foi um marco, onde era mostrado o homem mais velho que insistia em parecer como um gurizão e que se insinuava para uma adolescente de olhar ingênuo e de rostinho angelical, A publicidade estava associada ao consumo da bebida em que a menina que estava consumindo, e que dava um fora no “Tio” em alguns momentos do cotidiano como se fosse comum e rotineiro na sociedade, propaganda esta direcionada principalmente ao público infanto-juvenil, em que a menina se mostrava descolada e o “Tio” que com sua ação insinuava a busca da juventude.


 
Referência bibliográfica
Bock, Ana Mercês Bahia. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2008.
FELIPE, Jane; GUIZZO, Bianca Erotização dos corpos infantis na sociedade do consumo. Proposições, vol. 14, n. 13. (42), set./dez., 2003.



sábado, 7 de novembro de 2015

“Educar uma infância pós-moderna”

A partir do final do Século XX, tivemos uma transformação na forma como a sociedade pensa e a mídia se tornou tão importante nas nossas relações. Com o advento da inserção do ciberespaço no nosso dia a dia as nossas inter-relações ficou marcado pelas angústias do fracasso, de que deveríamos ter mais do que temos, de ter mais saúde de que temos, quando na realidade nem todos conseguiremos galgar o almejado sonho de perfeição e não percebemos que cada vez mais as desigualdades estão maiores e estamos cada vez mais nos distanciados do convívio com nossos amigos e familiares.
Nossa sociedade pós-modernidade, hoje nos preocupamos mais com o individualismo do que com o conjunto, que as experiências que temos elas são incompletas para compreendermos o mundo que se mostra a nossos olhos, que é uma em que todos se encontram interligados, que as informações onde antes levavam muito tempo e as distância eram enormes já tudo isso não ocorre.
Nós temos que pensar e agir hoje de uma outra forma de como vamos resolver nossos problemas, como vamos conquistar uma justiça social, individual e coletiva, como podemos adquirir um equilíbrio interior e ao mesmo tempo estarmos bem com o coletivo.  
Hoje temos uma fragilidade nas relações humanas e é com essa angustia que temos que estar constantemente trabalhando com nossas crianças e jovens, eles vivem neste mundo em que tudo instantâneo é o ideal, não são culpa deles pois foram os adultos de antes que estavam cansados de um mundo cheio de fracassos dos “sonhos coloridos” que os conduziram. Não é culpa de nossos jovens estarem conectados em um mundo em que as vivências são virtuais, de filmes fantásticos, de novelas de final feliz, de séries fantásticas, de livros de auto-ajuda, das redes sociais em que podemos nos conectar ou desconectar a penas apertando uma tecla de “delete” em viver um mundo de utopias.
Nos dizeres do sociólogo Zygmunt Bauman, “Atravessamos o inverno e a casca é fina, se andarmos devagar o chão racha”, viver é uma experiência instigante e precária, que está rodeada de inseguranças e incertezas e neste patamar que nossos jovens não estão sabendo vivenciar. Já conhecemos nossos problemas, insegurança no trabalho, amores voláteis, desapego ao outro, violência constante, mas não estamos vendo como resolver esses problemas estamos tão preocupados em acha-los que estamos esquecendo de como soluciona-los.
Para os tempos atuais a educação deve se reformar, já que a sociedade que apresenta se diferencia, estamos agora trabalhando já com um conhecimento pronto e acessível nas mídias, temos que transformar esse conhecimento. Devemos propor constantemente aos nossos jovens incentivos de como projetar um caminho, planeja-lo e como encontrar várias soluções para algumas ações.
A escola deve achar esse caminho de que os jovens precisam, pois esse jovem que chega a nós na escola é um ser inacabado e é na escola que completa sua formação interior nas suas relações interpessoais, nos ensinamentos com que os professores propõem a eles. Decorar não se precisa mais pois temos computadores que fazem isso com uma grande capacidade de armazenamento, mas pensar, sentir e conviver isso o computador não nos traz isso é uma capacidade humana e o mais difícil de se fazer que é pensar criticamente. E achar esse caminho, ou seja, esses vários caminhos é a grande mina de ouro que nós educadores estamos procurando, não há uma solução perfeita, mas uma infinidade de formas de direciona-la até chegar à um consenso final.

REFERÊNCIA

FISCHER, Rosa Maria. Dispositivo pedagógico da mídia: formas de educar na (e pela) TV. Educação e Pesquisa, São Paulo, v.28, n.1, p. 151-162, jan./jun. 2002. Texto completo disponível em:
Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.
Rego, Teresa Cristina (org.). Educação, escola e desigualdade. Coleção Pedagogia Contemporânea, Vol. 1, Rio de Janeiro: Vozes; SP, Editora Segmento.
Vídeo de Zygmunt Bauman e a Pós-Modernidade para ampliar os conceitos de pós-modernidade. https://www.youtube.com/watch?v=58MMs5j3TjA acessado 31/10/2015.
Vídeo RIA Festival 2014 - Painel: Educação.com. Conversa que aconteceu no dia 28/08 no RIA Festival sobre educação e o papel da tecnologia no aprimoramento das escolas brasileiras com Viviane Mosé, Andre Gravatá, Seth Schoenfeld e Luciano Meira. https://www.youtube.com/watch?v=dbkZjVaa6Gw acessado 01/10/2015.
Vídeo: Zygmunt Bauman - Fronteiras do Pensamento



Fichamento do texto

Questões
Teu entendimento a partir do texto
Caracterize três marcas do que se entende por “pós-moderno”.
- Com o advento do desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, o conhecimento se tornou acessível para todos fazendo com que a forma como ele é produzida e divulgada se modificasse. O conceito de amizade como tínhamos anteriormente na Modernidade, onde ele se construiu e através de relações diretas com conflitos de acordo e desacordos, na pós-modernidade se modificou, tenho amigos quando incluo no meu perfil na rede e não os tenho mais no momento que excluo em meu perfil, a amizade por um toque.
 - A sociedade se tornou individualista e centrada no presente, com característica dos excessos e dos extremos e com isso as relações também mudaram, a sociedade está mais preocupada com o consumo.
- A condição humana se tornou fluida, ocorreram mudanças e essas mudanças não são estáticas e sim imprevisíveis. O espaço em que eu ocupava hoje pode não mais ser amanhã, pois o amanhã eu não sei se estarei no mesmo trabalho, ou na mesma cidade. A única coisa que ainda estou permanente é a Rede onde tenho a escolha de estar conectado ou desconectado.
O que significa pensar o tempo atual com base no binômio solidez/liquidez?
Na Modernidade as relações de trabalho eram sólidas, ou seja, tínhamos um plano de vida onde construíamos uma trajetória e agíamos para construí-la, tudo pode ser planejado.
Na Pós-Modernidade, acreditamos que entendemos tudo e assim tudo se tornou efêmero, transitório até as relações em que acreditamos em sermos completos em nós mesmos e não com o outro, pois a felicidade tem várias formas de se conseguir e não de uma única.
Explique a frase: “a mídia tem sido uma das principais produtoras das representações que compartilhamos” (p. 79). Para construir sua resposta, utilize-se do exemplo da “representação do corpo”, oferecido pela autora (p. 79-80)
Na pós-modernidade, as redes sócias se tornaram um dos meios de disseminar um determinado conteúdo, no entanto nos tempos de hoje esses compartilhamentos se tornaram superficiais, descartado. Como os meios de informação se tornaram mais rápidos, apresentando um mundo virtual mais prazeroso que o real, as pessoas se influenciam com estes êxtases, já que o dia a dia das pessoas se tornaram mais angustiantes e estressantes tendo que conviver com as dificuldades. Viver com as angustias e decepções traz sensações que não são prazerosas. No entanto no mundo virtual, meu mundo é feito de alegrias, convivo com pessoas que me são afins, convivendo com alegrias, e quanto a tristeza invade meu mundo eu somente desconecto sem trauma nenhum.
Considerando as discussões que o texto oferece, como as crianças se veem hoje implicadas numa sociedade do consumo?

Todas as questões imbricadas nessa sociedade midiática em que estamos vivendo são totalmente novas, estamos vivendo em tempo de adaptação em relação as informações rápidas e superficiais e de outro lado o acesso ao conhecimento excessivo. Como as crianças e os adolescentes são mais suscetíveis, já que são fases de formação em que o indivíduo está se moldando, tem mostrado mais nitidamente como somos influenciáveis. Mas também não podemos esquecer que essa relação mídia e consumo está também trazendo uma outra forma de desigualdade na sociedade, já que para ter contato com todo conteúdo e relações no ciberespaço necessita-se de um investimento considerável por parte do usuário.


Fonte: Momo, Mariângela. “Mídia e consumo na produção da infância pós-moderna”. REU, Sorocaba, SP, v. 36, n. 1, p. 67-87, jun. 2010.