quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ver/Olhar


Este mosaico demonstra bem o quanto o ver se distância do olhar, em um primeiro momento identificamos apenas o espaço como um todo, mas quando aprofundamos nossos olhares eles se diferenciam e identificam-se particularidades as quais não eram compreendidas, para conhecermos nosso espaço de vivência e entende-lo necessitamos identificar como ele foi sendo estruturado ao longo do tempo e como a sociedade foi influenciando essas transformações.
Nos trabalhos realizados para amostra de final de ano, cada aluno demonstrou as suas visões sobre soluções de problemas encontrados dentro de seus espaços de vivência. Cada grupo procurou ver em um primeiro instante as dificuldades encontradas na comunidade e que influenciavam para a precarização dos serviços como a falta de segurança, áreas inutilizadas na escola, falta de acessibilidade na escola, a precariedade de atendimento do hospital do bairro, salas de aula precarizadas, biblioteca desatualizada, laboratório de informática desativado, bullying, oficinas de aprendizagem e outros. 
Com o transcorrer das pesquisas cada grupo foi modificando suas visões e as reflexões foram sendo aprimoradas para uma contemplação mais atento deixando de se restringir a apenas ver os problemas para um olhar em busca de soluções mais plausíveis e coerentes com nossa comunidade. 
Como por exemplo, o trabalho que se referia a construção de um ginásio na escola, em um primeiro instante tinha a ideia de se construir um prédio no espaço da quadra de futebol, mas com a pesquisa se identificou que não tínhamos espaço para a construção de um prédio com todas as normas necessárias, como paredes a prova de som, vestiário, sala para guardar os matérias das diversas modalidades esportivas. Entretanto uma área coberta, uma reforma no piso com material específico, telas de proteção e reforma na arquibancada era uma situação mais viável e econômica, pois até a própria comunidade poderia fazer um mutirão para ajudar, já que as verbas direcionadas pelo estado não consegue suprir todas as necessidades que a escola precisa para ter um bom funcionamento. 
Em um outro trabalho bem interessante pelo seu desdobramento de como foi conduzido e pelo empenho com que a aluna apresentou seu projeto, foi sobre "Como desenvolver uma horta na escola", em um primeiro instante seria a realização em uma área vazia em que está se transformando em um lixão nos fundos da escola. Ao longo das pesquisas e com ajuda da professora de química, foi se constatando que o solo não era propicio pois o arroio que passa nos fundos da escola é poluído e já influencia na contaminação do solo pela sua proximidade, sendo assim os alimento que se plantasse nessa área não seriam próprios para consumo, no entanto poderiam ser plantadas árvores não frutíferas para fazer sombra e amenizar o calor principalmente no verão para as salas de aulas que se encontram próximas a este espaço e onde principalmente a tarde são insuportáveis. E para solucionar o problema inicial que era o da horta, faze-la suspensa em caixotes, vasos ou garrafas pet sem contato direto com o solo onde poderiam ser realizados o monitoramento do Ph do solo e de pragas e ainda com os restos dos alimentos do refeitório poderia-se fazer compostagem para ser utilizada.
Durante a realização dos vários temas identifiquei, em um primeiro instante, o que era visto no espaço pelos alunos estava em uma dimensão mais extensa, até de uma forma um tanto desatenta aos detalhes, entretanto com as indagações propicias foi se construindo um olhar mais direcionada aos elementos contidos nos espaços a suas preocupações iniciais e assim foi se transformando em experiências mais reflexivas levando os alunos durante o processo a ressignificar suas aprendizagens.

Referência

CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.
TIBURI, Márcia. Aprender a pensar é descobrir o olhar. Disponível em: http://www.marciatiburi.com.br/textos/aprender.htm Acessado em: 30/11/2016.

domingo, 27 de novembro de 2016

Escola Gaiolas ou Escola Asas

O professor e grande educador, Rubem Alves, nos traz através de sua obra muitas provocações. 
A partir de seu texto "Gaiolas ou Asas?" e principalmente ao assistir o seu vídeo "O professor do espanto" fiquei a pensar como ser uma professora que tenha em suas aulas "ferramentas" e "brinquedos" e assim motivar aos seus alunos a querer conhecer e superar seus limites. 
Como professora da disciplina de ensino religioso, eu tenho um programa a cumprir, e ao mesmo tempo tenho que ter sensibilidade e capacidade para pensar outras coisas que não sejam apenas os conteúdos de minha disciplina. 
A cada dia que passa eu vejo o quanto os alunos necessitam tanto das explicações do mundo, da vida, do trabalho, do se relacionar com o outro, de se respeitar e respeitar o outro, e se eu estiver presa somente ao meu conteúdo não terei a competência de resolver os imprevistos que surgem a todo instante, e ao mesmo tempo fazer destes momentos aprendizagens significativas.  
Foi numa aula destas em que surgiu nosso projeto para amostra de trabalho da escola. No final do 2ª trimestre quando estávamos trabalhando um texto sobre cidadania e nossas ações para com os outros que surgiu um debate bem acalorado entre nós (professor/alunos), fato que se estendo em todas as turmas do 1ª do ensino médio, nestes debates surgiram temas tão diversos mas ao mesmo tempo tão interligados como: segurança, reforma na escola, horta na escola, regularização de terrenos na comunidade.... 
Como eram questionamentos tão diversos por que não trabalharmos sobre isso, então decidi instiga-los um pouco colocando como tema "Como eu vejo a resolução dos problemas em minha comunidade".
Primeiro escolhemos os sub-temas, formamos os grupos por afinidade, onde tinham que fazer uma pesquisa bibliográfica sobre os temas e assim produzirem textos para apresentarem suas soluções sobre os problemas da comunidade que trouxessem qualidade de vida e por final neste sábado dia 26/11/2016 iriam ser as apresentações práticas destes projetos.

Foram os mais diversos temas como oficinas na escola para incentivo às aulas, concurso de música, reforma da quadra de volei, inserção de modalidades diferentes de esportes, duplicação da av. vicente montegia para facilitar o acesso a escola, construção de ginásio de esporte na comunidade para tirar as crianças da rua, reforma da biblioteca, a sala ideal, ensino na Finlândia e como aplica-lo na educação básica .
Vários trabalhos me surpreenderam pela criatividade e empenho, e o principal que veio a influenciar, a participação dos pais das mais diversas formas, acredito que esse foi um grande incentivador para os alunos por mais que já estejam na adolescência ainda necessitam deste carinho de seus familiares.  Vou demonstrar apenas alguns dos trabalhos no momento.


Horta na escola
(como temos um arroio contaminado próximo, porque devemos ter uma horta suspensa e como identificarmos se o solo está contaminado)




Laboratório de Informática
(como deveria ter uma sala de informática ideal)


Segurança na Escola
(várias ideias, como cerca elétrica, delegacia, iluminação, terminal escolar ao lado da escola)





Incentivo à leitura
(Sacola literária, doação de livros)




Cooperativa na comunidade






Procurei conduzir o mais próximo de suas vivências e conforme o andamento de suas pesquisas mediando o auxilio de outros professores de áreas afins aos trabalhos.   
Com certeza esses projetos foram de grande aprendizagem para a comunidade escolar e para mim como educadora.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Competência Matemática

A importância da alfabetização matemática não consta somente na identificação dos números, é preciso que ao londo da escolarização dos alunos sejam desenvolvidos várias habilidades como as de observar, contar, calcular, classificar, seriar para que estes tenham a real compreensão de quantidade. São esse conjunto de atitudes que vão proporcionar com que este aluno possa explorar situações problemas, desenvolver processos de resolução, procurar diferentes definições e a pensar de forma lógica. 
Pensando em educação infantil, no momento em que as crianças já sabem as primeiras operações podem ser incentivadas a auxiliarem seus pais a comparar preços nos supermercados, a auxiliar quando se faz um alimentação e associar a sua quantidade, ou fazendo uma receita, ou até mesmo identificar as numerações das casas.
E quando o aluno se encontra em um nível mais avançado, onde temos a inserção de disciplinas mais especializadas, pode-se realizar vários projetos interdisciplinares, mas primeiramente é necessário que ocorra um bom planejamento pedagógico. 
Como exemplo de conteúdos que poderiam ser trabalhados em conjunto com a Matemática, temos na Geografia as diferentes escalas em um mapa, a analise de dados estatísticos; em Ciências quando se trabalha com a organização de tabelas e diagramas; em Artes desenhar proporções ou até mesmo quando se usam os recursos geométricos; em História quando precisa-se trabalhar com linhas de tempo diferentes, e muitos outras podem ser realizadas, mas para isso necessitamos de um bom planejamento pedagógico.



Referência:
MENRZES, Luiz Carlos de. Matemática em todas as disciplinas. Revista Novaescola, São Paulo: Edição 215, Setembro 2008. Disponível em: <http://acervo.novaescola.org.br/formacao/matematica-todas-disciplinas-427173.shtml>. Acesso em: 17 nov. 2016.

Encarte Especial: Revista Nova escola. Teoria: a base de todas as operações.Disponivel em: <http://acervo.novaescola.org.br/matematica/especial/sistema-numeracao/teoria.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2016. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ESPAÇO

Os conteúdos geográficos a serem abordados nas séries iniciais devem ter uma preocupação multiescalar. No primeiro ano inicia-se a abordagem pelo espaço do aluno, o seu local de vivência como a sua casa, escola e seus elementos de afetividade e socialização. E para os anos seguintes avança-se para questões como a escola, o bairro, o município e o estado ao mesmo tempo fazendo comparações e relações com o local e o global para que se perceba quais são as influencias no processo temporal como o social. Um exemplo seria as transformações de nossos espaços de vivência, que em sua origem sem atuação do homem, um meio natural com florestas e campos e após as diversas interferências humanas passa a surgir como um meio artificial, ou seja, modificado pelo processo de desenvolvimento em que sofre a sociedade com casas, industrias, supermercados. 

   






Fonte:
CAVALCANTI, Lana de Souza. A Geografia e a realidade escolar contemporânea: avanços, caminhos, alternativas. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7167-3-3-geografia-realidade-escolar-lana-souza/file acesso em 02/11/2016. 

domingo, 30 de outubro de 2016

Quebra-cabeça de História

Este novo desafio a ser realizado em grupo foi bem interessante, como trabalhar com as séries iniciais transpondo o tempo como tema central. Como era trabalho em grupo, fizemos um consenso e escolhemos a construção de um quebra-cabeça a partir de objetos do cotidiano utilizados na década de 70 fazendo um aporte com os de nossa década atual, demonstrando suas modificações.
Para mim foi bem difícil pois a educação infantil não está em minha área de atuação, mas foi bem prazeroso e com o auxilio das colegas do grupo que já tem experiência com essa faixa etária, facilitou bastante a minha compreensão da forma como se deve ser trabalhando as temporalidades. 
O que mais me preocupou foi como construir conceitos tão distantes de suas vivências, já que é uma faixa etária em que o saber é construído a partir de uma realidade mais concreta, entretanto identifiquei que se forem trabalhados sobre as vivências ocorridas na sociedade naquele momento fazendo um comparativo das narrativas das pessoas que lhe sejam próximas e paralelamente fazendo comparativos de seu cotidiano para demonstrarmos essas modificações teremos sucesso em nossas ações. E como em qualquer atividade lúdica devemos propor desafios a serem superados e serem socializados fazem com que possamos trabalhar habilidades de relacionar e estabelecer diferenças, a desenvolver soluções para problemáticas, a trabalhar em grupo.

                                   


Temporalidade

Quando trabalhamos conceitos referentes a disciplina de história devemos orientar nossos alunos a perceber a sua localização no tempo, retendo, articulando e integrando suas próprias dimensões temporais. Devemos intentar para a reconstrução do passado, mas a partir das preocupações e ideias relevantes do presente e propor reflexões que nos projete ao futuro, com estas articulações acabam por abrir um diálogo para novas reinterpretações e significados para situações encontradas em ações presentes.
Estas narrativas podem ser contadas a partir de diferentes objetos que revelam a passagem do tempo, como por exemplo ferro de passar, o rádio, o telefone, os brinquedos, livros, contos, imagens, etc. Como professores devemos estar atentos e demonstrar as suas modificações dos usos, seus sentidos, quais os materiais utilizados e suas modificações para suas construções e como essas narrativas provocaram transformações no nosso cotidiana ao longo do tempo.
Sugestão para atividade: Solicitar aos alunos que peçam aos familiares objetos antigos de sua casa, tais como ferro de passar, fotos, quadros, valendo-se até mesmo de brinquedos que seus pais e avós ainda tenham. No dia marcado para trazer seus objetos iniciar a atividade fazendo várias perguntas que possam ajudar a identificar sua temporalidade. 
- Que objeto é aquele?
- Para que servia?
- Quando era usado?
- Como será que usamos?
- Quem utilizava esse objeto? E se hoje existe outro parecido?
- Do que é feito?
- É usado ainda hoje? Se não, por que será?

domingo, 16 de outubro de 2016

Geografizar é preciso

Compreender como a ciência geográfica vem sofrendo reformulações em alguns de seus conceitos ao longo da evolução da sociedade é relevante, já nos seus primórdios procurava-se identifica-la como uma ciência voltada ao descritivo de viagens realizadas, mas apenas com o intuito de tecer um relato do espaço encontrado. Já na década de 70, começa-se a se propor uma inter-relação entre Natureza/Homem/Economia até aproximadamente à década de 80 onde os problemas sociais estavam mais em evidência. Então a geografia em sua ciência tem-se preocupado com as transformações aos quais a sociedade vai estabelecendo sobre o espaço vivenciado. 
Já a cartografia tem como uma de suas utilidades a de como nos localizarmos e como estabelecemos associações espaciais com o meio a qual vivenciamos. E é na cartografia que a geografia tem um aliado para a compreensão deste espaço, sendo que o aluno familiarizado com os símbolos aos quais a ciência cartográfica traz como símbolos, legendas, projeções e escala e conjuntamente com as habilidades de espacialidade como a compreensão de direita, esquerda, acima, baixo, frente, atrás faz com que sejam percebidas as transformações que vão ocorrendo. 
Nas séries iniciais precisa-se que seja trabalhado com os alunos as relações espaciais topológica, projetiva e euclidiana. Nas relações espaciais são os elementos representados nos espaços como a localização de objetos e sua orientação como lateralidade, anterioridade e profundidade. Assim para a assimilação das relações de vizinhança, separação e na sucessão de ordenamento, ou seja, na equivalência de dois objetos temos a relação espacial topológica. Podemos trabalhar com os alunos a partir de situações que levem a relacionar o conhecimento de direita e esquerda a partir do seu corpo a localização de um outro objeto no ambiente. Nas relações projetivas temos a ordem e sucessão dos objetos nos espaços, a partir de um ponto (antes, depois, entre e a frente) trabalhando noções de perspectiva, equivalência ou de um ponto de vista. Nas relações Eucledianas corresponde a relação do espaço métrico e de profundidade como em cima, sobre, abaixo, fundo, de baixo. Tanto as relações espaciais projetivas como as eucledianas o referencial é a localização que os objetos ocupam, em relação a posição uns dos outros. 
Está é uma das formas de compreender o mundo e as suas complexidades e é na cartografia que a geografia tem como facilitador, pois é a partir da apropriação destes conhecimentos que o professor pode propor novas leituras do espaço geográfico.

Fonte Consultada:
CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

História e suas trajetórias


A História sempre foi vista como uma disciplina de decoreba de algo já pronto e acabado, fazendo com que os alunos a tenham como cansativa e enfadonha. Ao mesmo tempo quando estudamos a evolução do ensino vemos que atualmente necessitamos de uma renovação, pois nossa sociedade sofreu várias transformações e as demandas as quais nos é exigida são diferentes de tempos anteriores. Nossos alunos exigem que a educação esteja mais dinâmica nos mesmos moldes ou próximos ao que a tecnologia os apresentam podemos ver que atualmente os questionamentos se diferenciam de outras épocas, já que a informação está mais próxima a eles, mas ao mesmo tempo informações tão superficiais. O ensino de história que é produzido nas academias também foi sendo influenciado por essas novas demandas sociais, mas ainda essas modificações estão difíceis de se aproximar da escola básica.

A História como disciplina inicia-se no Século XIX na França, com os questionamentos sobre a origem da nação e das suas transformações, já que para o entendimento de uma sociedade precisamos ver suas várias etapas de evolução no transcorrer do tempo. A temporalidade contada na História inicialmente era do estado e as das elites, ou seja, a História Oficial onde havia o papel do herói na construção da pátria. No Brasil pós independência 1822, temos o Colégio Pedro II como uma instituição com forte influência do pensamento francês. Desde então se procurou dar ênfase a uma história eurocêntrica voltada a um conhecimento dívida em períodos como antiguidade, medieval, moderna e contemporânea.
Os temas hoje à história estão cada vez mais ligados a um contexto de sentido social com uma história mais regional e local, se buscando uma dialogicidade em temas com enfoques sobre identidade, diversidade, movimentos sociais. Mesmo assim devemos ter o máximo de cuidado ao contar a história destes povos, não devemos em um primeiro instante avalia-los a partir dos nossos valores pois poderemos cair em erros sobre a sua cultura, sobre as diferenças tão particulares dos grupos. Um exemplo deste caso é sobre a cultura indígena que procurou-se a partir de nossas referências classificá-los comparando sua organização social e econômica, que criava-se a ideia de um comunismo primitivo.
Quando se coloca no contexto escolar a história de uma cultura sempre devemos procurar comparar o passado com as realidades do presente devemos ter o máximo de cuidado para não cometer erros gravíssimos, pois deixamos de permitir que o aluno crie novas soluções para alguns problemas simples, pois não mostramos os modos de vida e as experiências do passado reais e são nestes contextos que aprendemos com as experiências dos outros.

Fonte Consultada:
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

cinema

O Cinema é mais uma das possibilidades que podemos utilizar na sala de aula, este recurso proporciona com que as explicações se tornem mais atraente, mas isso não significa que não há necessidade de contextualização e planejamento. 
Para se utilizar um filme podemos inicialmente seleciona-lo pela temática, atualmente com a ajuda dos vários sites de busca conseguimos encontrar uma infinidade de possibilidade nos mais variados temas, como históricos, geográficos, filosóficos, sociais, ideológicos, religiosos, culturais, conceituais, psicológico.
        Apreciar um bom filme não significa que ele se identifica em uma determinada temática precisamos identificar os significados os quais ele representa como espaço, religião, cultura, política e poder que simula na sociedade e isso requer prática e conhecimento da linguagem.

       A escola só insere o cinema em seu contexto a partir do Século XX, quando os meios são disseminados com o advento dos DVDs e multimídias, este recurso não pode ser ignorado pois em muitos momentos são as exemplificações que proporcionam o entendimento sobre os conceitos de uma disciplina.
     Os planejamentos deverão ser observados, em algumas situações como o tempo e o espaço disponível, textos de apoio, debates sobre a sua temática, atividades didáticas, redação, recursos disponíveis e projetos de ação.



quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Cinema e Ensino

      O cinema para ser inserido na escola somente a partir do Século XX, quando os meios de comunicação são disseminados com o advento dos DVDs, multimídias e a Internet. Mas devemos ter alguns cuidados para inseri-lo no planejamento para se tornar como um recurso de apoio e não como matação de tempo.     


      a) Planejamento e preparação do professor
    - O filme deve apresentar um conteúdo pedagógico adequado para cada nível de aluno;
     - Um planejamento prévio de quais objetivos para à utilização do filme;
    - Deve-se observar se o filme será utilizado em sua integra ou apenas alguns trechos. 
    - Observar se existem cenas desapropriadas para a faixa etária dos alunos.
      b) Apresentação e exibição
     - Antes da exibição, deve-se informe ao grupo apenas os dados referenciais do filme (autor, duração, prêmios etc.). 
     - Deixe claro para a turma dependo do filme se representa um episódio histórico, se é ou não próximo da realidade.
      - Deve-se justificar para que fins irá ser utilizado o seu uso e ao mesmo tempo observar a reação da turma durante a exibição.
    - Durante a exibição pode-se fazer pausas para algum comentário sobre o assunto que se propõem;
     - Deixe claro que o filme na escola é um recurso didático e uma forma de conhecimento, e não mero entretenimento. 
       c) Debate do filme
      - Debater sobre a relação, filme e o conteúdo que estão sendo trabalhados em aula, ou solicitar um texto de análise.
    - Prepare um roteiro de perguntas e alerte os alunos para perceberem os conflitos, o tema e personagens. 
     - Iniciar a discussão de um assunto ainda não abordado. Lance uma questão a ser investigada. 
        d) Conclusão 

domingo, 31 de julho de 2016

Fases de desenvolvimento

Do ponto de vista das regras, foi identificado quatro estágios sucessivos:
Motor e Individual (de 0 a 2 anos), há apenas regras motoras, sensório-motor, exploração dos materiais, o jogo nesta fase apresenta uma ritualidade e o brincar não tem o sentido de socialização.

Egocêntrico (de 2 a 5 anos), neste a criança recebe do exterior o exemplo das regras já codificadas, mas apesar de imitá-los ela ainda joga sozinha (não se preocupa com os parceiros, procura vence-los) sem cuidar da codificação das regras, uma vez que as mesmas não precisam ser compartilhadas.

Cooperação (de 7 a 8 anos), as regras não são aceitas externamente, mas negociadas, aparece a necessidade do controle mútuo e da unificação das regras, já que cada jogador procura vencer seus parceiros. Mas ainda não há concordância entre as regras gerais e cada um identifica de sua maneira.


Codificação das regras (por volta dos 11 ou 12 anos) as partidas passam a ser regulamentadas com minúcia, e as regras a serem seguidas são conhecidas por todos.


Fonte: Piaget. A formação do simbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1975.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pesquisar

Pelas teorias da aprendizagem, quando o aluno faz as atividade relacionadas com o seu "fazer", estas se tornam significativas em contrapartida o aluno que apenas assisti aula acaba por não se diferenciar. 

Então para fazer pesquisa devemos desenvolver a autoridade do argumento, mas para desenvolve-lo primeiro temos que desbravar outras teorias para fazer as nossas. Devemos saber convencer sem vencer, e saber fundamentar sem ser dono da verdade, mesmo consolidando uma ideia devemos estar abertos as outras opiniões, pois não podemos estar fixos em nossos conceitos.
Então Ser professor pesquisador é aquele que constrói seu conhecimento, é autor de sua aprendizagem, sendo assim ele tem uma aula para dar e não reproduzir apenas.
  
Referência: Educar pela Pesquisa

Educar

      “A característica emancipatória da educação exige a pesquisa como método formativo, pela razão principal de que somente um ambiente de sujeitos gesta sujeitos.” Pedro Demo

                                                          

     A tradição que temos é que aula deve ser reprodução e que pesquisa somente se realiza na pós-graduação e nas grandes Universidades, entretanto a pesquisa deveria estar presente em nossas aulas, pois aquele que tem esta atitude cultiva tanto a consciência critica como sabe quando pode intervir em sua realidade e a compreende de forma questionadora e assim à reconstrói.


Referência: Educar pela Pesquisa

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Conhecendo sobre Música

    Há evidências de que a música está presente no cotidiano humano desde à Pré-história, como por exemplo, através de artefatos como flautas feitas a partir de ossos de animais demonstrando assim uma simbologia da musicalidade.

     Cada sociedade desenvolveu um tipo de musicalidade, dependendo do modo de pensar e dos valores de cada época, então podemos colocar que a música é uma linguagem que pode ser definida e interpretada de várias formas dependendo da cultura em que foi produzida.

       É através da música que temos o incentivo para alterar alguns mecanismos neuronais e cognitivos fazendo com que tenhamos uma relação diferenciada com a aprendizagem e com a compreensão delas. A música faz com que tenhamos um sentimento de afetividade com o som e o ritmo, que vão nos proporcionando modificações em nosso estado de ânimo e nas relações interpessoais e consequentemente motivando a aprendizagem.
       Mas todos os sons produzidos são musicais?
     Não, o som são vibrações e elas se propagam pelo ar ou por qualquer outro meio de condução, que ao chegar aos nossos ouvidos serão transmitidos ao cérebro para serem identificados., entretanto nem todo som é musical. 
     Como assim?
     Quando este som apresenta uma vibração regular e em uma altura definida temos uma nota musical, como por exemplo quando temos o som de uma flauta, violino, mas quando temos vibrações irregulares com sons destoantes temos ruídos, barulhos.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Diagnóstico Precoce


      O diagnóstico da Surdez quando realizada na infância pode a vir a amenizar vários problemas relacionados ao desenvolvimento educacional, social e emocional da criança. São poucas as vezes em que os pais percebem que o filho apresenta alguma perda auditiva, já que as crianças até um ano de idade apresentam comportamentos semelhantes, e quando ocorre o diagnóstico de surdez o seu impacto em sua maioria acaba por repercutir na vida desta criança e de seus familiares. Na maioria das vezes os pais não sabem como lidar com as necessidades destas crianças e são desta incompreensão que sujem os conflitos tornando as relações afetivas entre pais e filhos distantes.
         Quando eu fazia curso de extensão na ULBRA, em LIBRAS, tive a experiência de fazer observação na Escola Especial para Surdos Frei Pacifico, foi muito enriquecedora pois tive contato com adolescente das séries finais do ensino fundamental. Chegando lá logo me espantei por haver tanto barulho, na minha falta de conhecimento imaginei que por se tratar de uma escola de surdos seria silenciosa, me enganei. A Supervisora que me atendeu na escola foi de uma paciência impressionante, me mostrou a sala de vídeo e como os trabalhos direcionados aos alunos eram realizados depois me conduziu em sala de aula que por coincidência era de Geografia, mas como havia amostra de trabalhos a professora iria se ausentar por alguns minutos e eu ficaria com a turma sozinha, com certeza na hora esqueci tudo que havia estudado em dois anos, fiquei tão nervosa, mas quando me vi dentro da sala havia apenas 8 alunos mas parecia pela agitação que estavam dentro da sala 30 adolescentes.
                                               
       Mas como gosto de desafios em alguns minutos já estava conversando com os alunos e dentre as conversas uma em especial me chamou muito a minha atenção. Era de uma menina, Suzanne, ela me explicava como foi para ela conseguir chegar até ali naquela escola e como no fim do ano já iria terminar a escola, pois quando ela frequentava a escola “normal” todos e até mesmo a professora a considerava uma aluna problema e que seus pais deveriam procurar recursos já que Suzanne necessitava de atendimento especializado. Foi quando o pediatra que a atendia descobriu que a dificuldade dela de aprendizagem se dava em função do seu alto grau de surdez e que era está a causa de seu mal comportamento em sala de aula, a professora por desconhecer o diagnóstico médico a considerava com problemas cognitivos e não imaginava que a única dificuldade era a da linguagem. Feito o diagnóstico correto sua avó procurou se informar como ajuda-la e foi assim que seu mundo mudou completamente, pois chegando na escola ela se identificou com outras crianças e a partir deste contato novos caminhos surgiram, em pouco tempo ela aprendeu a se comunicar e Suzanne já tinha feito muitos planos para seu futuro como fazer o ensino médio e depois ir para uma faculdade e o principal ela tinha amigos que à entendiam. 





sábado, 16 de julho de 2016

Musicalidade

     Procurando sobre as questões sobre o glossário da aula de música, achei este vídeo bem explicativo ao longo da aula temos uma introdução sobre a Teoria Musical, sobre as diversidade de gênero musical que se encontram no Brasil. Explicação sobre os elementos do som tais como altura, intensidade, duração, timbre e dinâmica. E muito mais, as explicações são bem claras o Telecurso-Ensino Médio (Música) é do ano de 2000, o vídeo te a duração de 1 hora pois estão contidas todas as 4 aulas. 

                                    Estrutura do curso

Aula 01 - Na primeira teleaula de Música, você vai descobrir que os sons nos provocam reações. Vai aprender, também, o que são fontes sonoras e que elas podem ser naturais, humanas ou artificiais. E, por fim, vai conhecer os elementos básicos da música: ritmo, melodia e harmonia.

Aula 02 - Nesta teleaula, você vai entender os elementos do som: altura, intensidade, duração, timbre e dinâmica. Verá também que essa combinação gera diferentes expressões musicais e que essas expressões formam uma identidade cultural.

Aula 03 - Você vai aprender o que é melodia. Vai entender que a música é a expressão da cultura de um povo e ver como o texto literário complementa o texto musical. Vai compreender também que a musicalidade brasileira é formada pela síntese das identidades musicais de outros países e que isso pode ser visto na música regional brasileira.

Aula 04 - Harmonia é a combinação de duas ou mais notas musicais soando juntas. Você vai entender como é que isso funciona e vai descobrir o que são acordes e como eles são formados. Além disso, vai compreender a diferença entre monofonia e polifonia.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=OfLDXe5Ttco

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Literatura Fantástica II

Na continuidade sobre as narrativas relacionadas a literatura fantástica podemos caracteriza-las como uma aliança/oposição entre a ordem do real e do sobrenatural, então são narrativas que promovem uma certa ambiguidade entre os fenômenos que são considerados estranhos, mágicos e sobrenaturais.














TERROR 

Elementos de fantasia (Drácula), ou de ficção científica (O enigma de outro mundo)











































OUTRO GÊNERO















Procurando olhar para a literatura fantástica por que não trabalhar com nossos alunos em sala de aula, por exemplo "O senhor dos anéis" em uma aula de história sobre a idade Média? Com certeza estaríamos trazendo diversificação a nossa prática e abriríamos várias portas para a imaginação, tornando nossas aulas mais lúdicas e podendo influenciar nas transformações de realidades.


domingo, 10 de julho de 2016

Literatura Fantástica I

O gênero da literatura como fantástico foi, principalmente a partir do final do século XIX, identificado com as obras que tinham como elemento especulativos como fantasmas, seres sobrenaturais com uma narrativa misteriosas que instiga diretamente o imaginário do leitor pois trata de uma suposta realidade não convencional.
É exemplo desse estilo As Aventuras do Barão de Munchaunsen (1785), Frankenstein (1818), Drácula (1897), O coronel e o lobisomem (1964) e o grande sucesso O Senhor dos Anéis (1954-55), no qual o autor, ao mesmo tempo em que trata de aspectos como poder, ambição, guerra e morte.

Os Gênero principais são:
- Fantasia -> algo que quebra as leis da física como nós as conhecemos como magia, criaturas sobrenaturais tais como elfos e espadas. Exemplo: Cidade dos Ossos de Cassandra Clarke; A fantástica fábrica de chocolate de Roald Dahl.
- Ficção cientifica
-Terror (fantástico)

Estabeleceram um marco na história:


















                               













                                   Estão














SUBGÊNEROS:
- História alternativa
- Romance paranormal
- Cyberpunk
- Steampunk
- New weird
- Slipstream





























Obras que marcaram:
- 1984, George Orwell
- Fahrenheit 451, Ray Bradbury
- Duna, Frank Herbert
- A decadência de uma espécie, Margaret Atwood














Em 2014 posso dizer que tive uma experiência das mais significativas, foram várias atividades desde aulas de como trabalhar com sites para confecção de histórias em quadrinhos, como palestra com escritores da forma que surgem as inspirações para suas obras, sobre como os ilustradores atualmente confeccionam suas obras de arte para dar vida nas animações dos livros infantis.  Para compartilhar deixo aqui a apresentação de nosso trabalho final, que foi realizado na Feira do Livro de Porto Alegre daquele ano.

TECENDO HISTÓRIAS - Literatura Fantástica

terça-feira, 5 de julho de 2016

Coletânea de Jogos

Sites sobre diversos jogos

Para serem realizados em aula:

100 Brincadeiras, neste site se encontra várias atividades a serem realizadas em sala de aula, parque, patio e compreende diversas idades.

Para serem jogados online:

www.rachacuca.com.br/raciocinio/tangram, encontram-se coletânea de jogos de quebra-cabeça. 

O Tangram é um dos jogos neste site em que utiliza-se para exercita resolução de problemas, a partir da montagem de diferentes figuras com peças geométricas, propõem estimulo a criatividade. As peças do jogo permitem que várias figuras sejam montadas, sendo que algumas dessas figuras podem ser montadas de maneiras distintas. Desenvolve a noção de espacialidade, neste jogo se exige que as peças sejam posicionadas e rotacionadas, levando o cérebro a trabalhar as regiões responsáveis pelo reconhecimento e posicionamento de formas geométricas.

O Sudoku é outro jogo que encontramos neste site, é bem interessante pois desenvolve a lógica pois é necessário criar estratégias para completar com os números que estão faltando na tabela.  

As aventuras Max, site em que se tem um avatar e no qual tem-se a possibilidade de ultrapassar vários obstáculos, também é apresentado videos sobre as histórias em que envolvem as atividades do jogo. 


Em construção, 05/07/2016.

domingo, 3 de julho de 2016

Estágios de desenvolvimento, em relação ao jogo

O jogo -> assimilação funcional ou reprodutora -> pensamento orientado -> satisfação individual -> pseudo-atividade.
O jogo evolui para um relaxamento do esforço adaptativo e por manutenção ou exercício de atividades por prazer único de domina-las e delas extrair como que um sentimento de eficácia ou de poder.
Jogos de Exercício - > crianças de 0 a 2 anos – período sensório-motor - forma inicial de jogo – assimilação adaptativa - sucção dá lugar a exercício em seco, exercício do reflexo, o prazer de mamar, os jogos da voz – as primeiras lalações, os movimentos de cabeça e das mãos acompanhados de sorrisos de divertimento, quando a criança olha por olhar, manipula por manipular, balança as mãos e os braços. – o prazer de interagir com objeto que a criança manipula como por exemplo tocar um mobile no berço, e este se movimenta. 
A criança realiza uma imitação aparente de seus gestos e ao mesmo tempo assimila ludicamente as aprendizagens durante vários processos de reconhecimento dos gestos repetitivos. Mamar é o símbolo, seio da mãe ou o dedo polegar representa o significante e a sucção o significado e quando há a ausência do objeto e a criança evoca outro como representativo temos um ato significante. A assimilação e a acomodação nesta fase estão intrínsecas e equilibradas uma a outra para formar a inteligência.  
Jogos de Simbólicos -> crianças de 2 a 7 anos - Período pré-operatório – inicio do simbolismo coletivo, símbolos representativos imitação – acomodação – atirar pedra em poças da água, fazer esguichar a água da torneira, salta.
Jogos de Regras -> Inteligência operatório concreto – crianças de 7 até 11 anos, jogo de regras e é essencialmente social, e caracteriza-se pelo declínio evidente do simbolismo em proveito de jogos de regras – O jogo de bolas de gude, sensório-motor, olhar e lançar, jogo de repetição e de lutas canalizadas. Podendo construir modelos cartográficos com uma precisão aos mapas de países reais, confecção de planisférios e o desenho de regiões detalhadas. Os mapas do ponto de vista da geografia física começam a apresentar alterações de fronteiras, começa o interesse por História (vestuário de épocas, moveis, casas).
Acima de 11 anos – Inteligência operatória abstrata,
Jogos Individuais – Conquista do corpo (jogos motores com o próprio corpo como instrumento); conquista das coisas (jogos de destruição e jogos construtivos), jogos de interpretação (metamorfose de pessoas e coisas).
Jogos Sociais – jogos de papéis (interpretações), complementares (professores e alunos), jogos combativos

Jogos infantis
I) Jogos funcionais ou sensório motores
II) os jogos de ficção ou de ilusão
III) os jogos receptivos – ver imagens, ver imagens
IV) os jogos de construção
V) os jogos coletivos
VI) Jogos simbólicos 

Jogos de Regras – assimilação inconsciente das regras
                - Regra Motora – aparece até o segundo ano de idade, motora pré-verbal -
                - Regra coercitiva – é imitada pela criança e sentida como obrigatória e inquestionável
                - Regra racional – onze ou doze anos
Jogos conforme seu conteúdo:
Primeira categoria
- Jogos Sensoriais: jogos de experimentação, jogos de funções gerais, exemplo, assobio, gritos, telefone sem fio, cabra-cega onde o sentido da audição é essencial.
- Jogos Motores: onde temos a participação do corpo, precisa-se mais da coordenação, por exemplo, bolas e corridas (pega-pega).
- Jogos Intelectuais: desenvolve o raciocínio, imaginação e curiosidade (xadrez e Palavra cruzadas).

- Jogos Afetivos: desenvolvimento dos sentimentos ou de experiências desagradáveis, jogos de inibição, como sustentar uma posição difícil o máximo de tempo possível. 

Ao incorporar o jogo em atividades na sala de aula devemos ter o cuidado em incorporar atividades que estejam condizentes ao seu desenvolvimento cognitivo, para que estas aprendizagens proporcionem  aulas menos exaustivas e mais significativas mas sem esquecer do desenvolvimento intelectual. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

Meu território de brincar

Conforme as leituras realizadas constatei que, quando as crianças tem contato com diversos jogos ela tem a possibilidade de ver várias realidades e assim transformando-as em novos significados. São através das brincadeiras que as crianças procuram outras que lhe proporcionem afinidades, desenvolvendo os contatos sociais e várias outras habilidades. Uma dessas habilidades é a de descentrar, ou seja, quando a criança começa a visualizar que existem outros pontos de vista, além do seu. Desenvolver o senso de responsabilidades sobre seus atos e construindo ações de autonomia como tomando decisões, fazendo escolhas e refletindo a sua realidade.

A partir destas reflexões associei a situações de minha infância, faz tempo por sinal, recordei das várias brincadeiras que participava como pega-pega, sapata, escolinha, passa-anel, vôlei, casinha, bicicleta, subir no muro e muitas outras, e como o acesso a espaços específicos para realização delas e a socialização eram bem maiores do que os encontrados atualmente. Em frente a minha casa, na qual moro desde a infância até hoje, sempre teve uma praça enorme com árvores, quadra para jogar futebol e vôlei, andar de bicicleta e muitos amigos sempre brincávamos soltos sem ter um adulto nos regrando e acompanhando e assim constantemente tramávamos várias traquinagens como tocar a campainhas das casas e sair correndo, e também brigávamos uns com os outros e resolvíamos nossas diferenças sem mediação de alguém ....
O mais comum nas brincadeiras era pega-pega, caçador, policia e ladrão, quanto maior o número, mais regras tínhamos que inventar para comportar todos, neste jogo pode-se notar o desenvolvimento na agilidade da criança, sua rapidez, a noção de equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade. O jogo fortalece as relações sócia-afetivas, o respeito entre os colegas, explora aspectos como autocontrole, cooperação e negociações. Outro também bem conhecido é a “Sapata” mais conhecido como Amarelinha, jogo onde se que estimula a observação dos movimentos dos outros, o desempenho, equilíbrio e movimentos corporais, a memorização das sequências numéricas.
Mas o que eu mais gostava na infância era brincar de professora, achava muito divertido e já na infância me mostravam como além de meus pais outro adulto de referência, sendo que pode ser realizada tanto com amigos, como personagens invisíveis ou até mesmo com as bonecas, mas eu gostava mesmo era quando minha mãe brincava comigo e eu mostrava a ela como tinha que ler e escrever, mas fui péssima alfabetizadora com aquela idade, ela continuou não sabendo mas me ensinou técnicas de aprendizagens que levei para a idade adulta sem perceber. E fazendo uma retrospectiva esses momentos também eram realizados com minha irmã, que é 11 anos mais nova, nossa mãe também brincava tentando aprender mas na realidade reforçando conhecimentos que nos trazíamos da escola. No entanto nenhuma das duas conseguiram alfabetiza-la mas as duas quando encaminharam suas qualificações se direcionaram para o magistério, com certeza a influência desses ensinamento nos proporcionaram um direcionamento que com certeza Freud e outros pesquisadores podem explicar.


Já na fase da adolescência foi o Vôlei foi meu maior encanto, jogava todos os dias, participava de todos os eventos que havia na escola, nos fim de semana íamos ao Parque Marinha do Brasil jogar nas quadras e ainda tinha uma vizinha em que o pai havia feito uma quadra no pátio, não faltávamos a nenhum evento. O Voleibol promove o desenvolvimento da socialização, aumento da autonomia, cooperação, reflexão e da criatividade, desenvolve ainda de regras a serem seguidas, exercício do autocontrole, trabalho em equipe habilidades que iram ser importantes para a fase adulta e o mundo do trabalho.