sexta-feira, 22 de abril de 2016

Ser Observador

Uma das técnicas para coleta de dados é a Observação, onde utilizamos nossos sentidos, normalmente esta estratégia de pesquisa de campo é utilizada nos estudos das Ciências da Antropologia e Sociologia. Todo pesquisador que se vale desta técnica deve desenvolver algumas habilidade como ser independente, autodisciplinado, persistente, capacidade de guardar informações, inspirar confiança, ser idôneo e paciencioso.
Mas para sermos um bom observador precisamos anteriormente ter um conhecimento teórico sobre os temas a qual está observando a fim que se possam identificar os aspectos que seja mais relevante e agreguem informações importantes durante a pesquisa, para chegamos a esse ponto todas as etapas devem ter um planejamento cuidadoso e rigoroso.
Além das etapas de trabalho anteriormente descritas para se desenvolver uma pesquisa não pode esquecer-se de fazer anotações constantes procurando separar os detalhes mais relevantes. A delimitação do objeto de estudo é importantíssima para que se tenha bem definido o foco da investigação a ser feita durante o desenvolvimento e que não se tenha sobressaltos.
  Outra questão que se torna importante na observação é o quanto quem está fazendo está trabalho pode interferir nas ações a qual se está sendo analisada e o seu papel no contexto. Conforme Buford Junker, citado em Lüdke (1986), ocorre quatro variações:
- O “Participante Total” o observador não revela sua verdadeira identidade nem o propósito de suas ações e se torna um participante dentro de um grupo.
- O “Participante como observador” nesta situação não oculta suas intenções mas revela parte de suas ações.
- O “Observador como participante”, as intenções são reveladas, muitas vezes há possibilidade de acessar várias informações sobre o projeto pesquisado mas deve-se estar preparado que o grupo boicote a divulgação ao público.

- O “Observador Total” mesmo estando presente o observador não estabelece relações interpessoais com o grupo pesquisado, ou seja, não é notado ou visto.


Referências Bibliográficas:

LÜDKE, M. ANDRÉ, M.E.D.A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo (SP): EPU; 1986.
MARCONI, Marina de Andrade & LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. São Paulo: Atlas, 2006

Um comentário:

  1. Olá Jacqueline. Pois então, ... gostaria de pensar contigo: O que a habilidade de observar contribui para nossa prática pedagógica? Tu acreditas que contribui? Podes deixar exemplos práticos? Podemos falar mais sobre isso? Posta aí nos comentários ou façã nova postagem e me avisa aí a comunicação fica mais dinâmica. Abraço, Betynha (Tutora PEAD2/UFRGS)

    ResponderExcluir