domingo, 30 de outubro de 2016

Quebra-cabeça de História

Este novo desafio a ser realizado em grupo foi bem interessante, como trabalhar com as séries iniciais transpondo o tempo como tema central. Como era trabalho em grupo, fizemos um consenso e escolhemos a construção de um quebra-cabeça a partir de objetos do cotidiano utilizados na década de 70 fazendo um aporte com os de nossa década atual, demonstrando suas modificações.
Para mim foi bem difícil pois a educação infantil não está em minha área de atuação, mas foi bem prazeroso e com o auxilio das colegas do grupo que já tem experiência com essa faixa etária, facilitou bastante a minha compreensão da forma como se deve ser trabalhando as temporalidades. 
O que mais me preocupou foi como construir conceitos tão distantes de suas vivências, já que é uma faixa etária em que o saber é construído a partir de uma realidade mais concreta, entretanto identifiquei que se forem trabalhados sobre as vivências ocorridas na sociedade naquele momento fazendo um comparativo das narrativas das pessoas que lhe sejam próximas e paralelamente fazendo comparativos de seu cotidiano para demonstrarmos essas modificações teremos sucesso em nossas ações. E como em qualquer atividade lúdica devemos propor desafios a serem superados e serem socializados fazem com que possamos trabalhar habilidades de relacionar e estabelecer diferenças, a desenvolver soluções para problemáticas, a trabalhar em grupo.

                                   


Temporalidade

Quando trabalhamos conceitos referentes a disciplina de história devemos orientar nossos alunos a perceber a sua localização no tempo, retendo, articulando e integrando suas próprias dimensões temporais. Devemos intentar para a reconstrução do passado, mas a partir das preocupações e ideias relevantes do presente e propor reflexões que nos projete ao futuro, com estas articulações acabam por abrir um diálogo para novas reinterpretações e significados para situações encontradas em ações presentes.
Estas narrativas podem ser contadas a partir de diferentes objetos que revelam a passagem do tempo, como por exemplo ferro de passar, o rádio, o telefone, os brinquedos, livros, contos, imagens, etc. Como professores devemos estar atentos e demonstrar as suas modificações dos usos, seus sentidos, quais os materiais utilizados e suas modificações para suas construções e como essas narrativas provocaram transformações no nosso cotidiana ao longo do tempo.
Sugestão para atividade: Solicitar aos alunos que peçam aos familiares objetos antigos de sua casa, tais como ferro de passar, fotos, quadros, valendo-se até mesmo de brinquedos que seus pais e avós ainda tenham. No dia marcado para trazer seus objetos iniciar a atividade fazendo várias perguntas que possam ajudar a identificar sua temporalidade. 
- Que objeto é aquele?
- Para que servia?
- Quando era usado?
- Como será que usamos?
- Quem utilizava esse objeto? E se hoje existe outro parecido?
- Do que é feito?
- É usado ainda hoje? Se não, por que será?

domingo, 16 de outubro de 2016

Geografizar é preciso

Compreender como a ciência geográfica vem sofrendo reformulações em alguns de seus conceitos ao longo da evolução da sociedade é relevante, já nos seus primórdios procurava-se identifica-la como uma ciência voltada ao descritivo de viagens realizadas, mas apenas com o intuito de tecer um relato do espaço encontrado. Já na década de 70, começa-se a se propor uma inter-relação entre Natureza/Homem/Economia até aproximadamente à década de 80 onde os problemas sociais estavam mais em evidência. Então a geografia em sua ciência tem-se preocupado com as transformações aos quais a sociedade vai estabelecendo sobre o espaço vivenciado. 
Já a cartografia tem como uma de suas utilidades a de como nos localizarmos e como estabelecemos associações espaciais com o meio a qual vivenciamos. E é na cartografia que a geografia tem um aliado para a compreensão deste espaço, sendo que o aluno familiarizado com os símbolos aos quais a ciência cartográfica traz como símbolos, legendas, projeções e escala e conjuntamente com as habilidades de espacialidade como a compreensão de direita, esquerda, acima, baixo, frente, atrás faz com que sejam percebidas as transformações que vão ocorrendo. 
Nas séries iniciais precisa-se que seja trabalhado com os alunos as relações espaciais topológica, projetiva e euclidiana. Nas relações espaciais são os elementos representados nos espaços como a localização de objetos e sua orientação como lateralidade, anterioridade e profundidade. Assim para a assimilação das relações de vizinhança, separação e na sucessão de ordenamento, ou seja, na equivalência de dois objetos temos a relação espacial topológica. Podemos trabalhar com os alunos a partir de situações que levem a relacionar o conhecimento de direita e esquerda a partir do seu corpo a localização de um outro objeto no ambiente. Nas relações projetivas temos a ordem e sucessão dos objetos nos espaços, a partir de um ponto (antes, depois, entre e a frente) trabalhando noções de perspectiva, equivalência ou de um ponto de vista. Nas relações Eucledianas corresponde a relação do espaço métrico e de profundidade como em cima, sobre, abaixo, fundo, de baixo. Tanto as relações espaciais projetivas como as eucledianas o referencial é a localização que os objetos ocupam, em relação a posição uns dos outros. 
Está é uma das formas de compreender o mundo e as suas complexidades e é na cartografia que a geografia tem como facilitador, pois é a partir da apropriação destes conhecimentos que o professor pode propor novas leituras do espaço geográfico.

Fonte Consultada:
CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

História e suas trajetórias


A História sempre foi vista como uma disciplina de decoreba de algo já pronto e acabado, fazendo com que os alunos a tenham como cansativa e enfadonha. Ao mesmo tempo quando estudamos a evolução do ensino vemos que atualmente necessitamos de uma renovação, pois nossa sociedade sofreu várias transformações e as demandas as quais nos é exigida são diferentes de tempos anteriores. Nossos alunos exigem que a educação esteja mais dinâmica nos mesmos moldes ou próximos ao que a tecnologia os apresentam podemos ver que atualmente os questionamentos se diferenciam de outras épocas, já que a informação está mais próxima a eles, mas ao mesmo tempo informações tão superficiais. O ensino de história que é produzido nas academias também foi sendo influenciado por essas novas demandas sociais, mas ainda essas modificações estão difíceis de se aproximar da escola básica.

A História como disciplina inicia-se no Século XIX na França, com os questionamentos sobre a origem da nação e das suas transformações, já que para o entendimento de uma sociedade precisamos ver suas várias etapas de evolução no transcorrer do tempo. A temporalidade contada na História inicialmente era do estado e as das elites, ou seja, a História Oficial onde havia o papel do herói na construção da pátria. No Brasil pós independência 1822, temos o Colégio Pedro II como uma instituição com forte influência do pensamento francês. Desde então se procurou dar ênfase a uma história eurocêntrica voltada a um conhecimento dívida em períodos como antiguidade, medieval, moderna e contemporânea.
Os temas hoje à história estão cada vez mais ligados a um contexto de sentido social com uma história mais regional e local, se buscando uma dialogicidade em temas com enfoques sobre identidade, diversidade, movimentos sociais. Mesmo assim devemos ter o máximo de cuidado ao contar a história destes povos, não devemos em um primeiro instante avalia-los a partir dos nossos valores pois poderemos cair em erros sobre a sua cultura, sobre as diferenças tão particulares dos grupos. Um exemplo deste caso é sobre a cultura indígena que procurou-se a partir de nossas referências classificá-los comparando sua organização social e econômica, que criava-se a ideia de um comunismo primitivo.
Quando se coloca no contexto escolar a história de uma cultura sempre devemos procurar comparar o passado com as realidades do presente devemos ter o máximo de cuidado para não cometer erros gravíssimos, pois deixamos de permitir que o aluno crie novas soluções para alguns problemas simples, pois não mostramos os modos de vida e as experiências do passado reais e são nestes contextos que aprendemos com as experiências dos outros.

Fonte Consultada:
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.