quarta-feira, 12 de outubro de 2016

História e suas trajetórias


A História sempre foi vista como uma disciplina de decoreba de algo já pronto e acabado, fazendo com que os alunos a tenham como cansativa e enfadonha. Ao mesmo tempo quando estudamos a evolução do ensino vemos que atualmente necessitamos de uma renovação, pois nossa sociedade sofreu várias transformações e as demandas as quais nos é exigida são diferentes de tempos anteriores. Nossos alunos exigem que a educação esteja mais dinâmica nos mesmos moldes ou próximos ao que a tecnologia os apresentam podemos ver que atualmente os questionamentos se diferenciam de outras épocas, já que a informação está mais próxima a eles, mas ao mesmo tempo informações tão superficiais. O ensino de história que é produzido nas academias também foi sendo influenciado por essas novas demandas sociais, mas ainda essas modificações estão difíceis de se aproximar da escola básica.

A História como disciplina inicia-se no Século XIX na França, com os questionamentos sobre a origem da nação e das suas transformações, já que para o entendimento de uma sociedade precisamos ver suas várias etapas de evolução no transcorrer do tempo. A temporalidade contada na História inicialmente era do estado e as das elites, ou seja, a História Oficial onde havia o papel do herói na construção da pátria. No Brasil pós independência 1822, temos o Colégio Pedro II como uma instituição com forte influência do pensamento francês. Desde então se procurou dar ênfase a uma história eurocêntrica voltada a um conhecimento dívida em períodos como antiguidade, medieval, moderna e contemporânea.
Os temas hoje à história estão cada vez mais ligados a um contexto de sentido social com uma história mais regional e local, se buscando uma dialogicidade em temas com enfoques sobre identidade, diversidade, movimentos sociais. Mesmo assim devemos ter o máximo de cuidado ao contar a história destes povos, não devemos em um primeiro instante avalia-los a partir dos nossos valores pois poderemos cair em erros sobre a sua cultura, sobre as diferenças tão particulares dos grupos. Um exemplo deste caso é sobre a cultura indígena que procurou-se a partir de nossas referências classificá-los comparando sua organização social e econômica, que criava-se a ideia de um comunismo primitivo.
Quando se coloca no contexto escolar a história de uma cultura sempre devemos procurar comparar o passado com as realidades do presente devemos ter o máximo de cuidado para não cometer erros gravíssimos, pois deixamos de permitir que o aluno crie novas soluções para alguns problemas simples, pois não mostramos os modos de vida e as experiências do passado reais e são nestes contextos que aprendemos com as experiências dos outros.

Fonte Consultada:
NADAI, Elza. O ensino de história no Brasil: trajetória e perspectiva. Revista Brasileira de História. São Paulo, v.13, n.25/26, p.143-162, set.92/ago.93.


Um comentário:

  1. Olá! Pertinente reflexão sobre o ensino de história, faz a gente pensar como é importante trazer o ensino de história - pensando em diversos pontos de vista. Pensar com essa visão é ter um bom percurso a trilhar, produzindo materiais e reinventando o ensino de história.
    O que deixa essas demandas do ensino contemporâneo, distantes da escola?

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