terça-feira, 18 de julho de 2017

EMPOWERMENT

O que significa este termo? Segundo escrito no livro de Paulo Freire(2011):
a) dar poder a;
b) ativar a potencialidade criativa;
c) desenvolver a potencialidade criativa do sujeito;
d) dinamizar a potencialidade do sujeito, manteremos a palavra no original e em grifo.


Fonte:
FREIRE, Paulo; SHOR, Ira. Medo e Ousadia - O Cotidiano do Professor. São Paulo: Paz e Terra. 13 ed. 2011.

domingo, 16 de julho de 2017

QUE ESCOLA QUEREMOS?

Devemos repensar a educação que queremos e qual cidadão que iremos forma. Estamos em uma educação em que a sua lógica está intrinsecamente ligada a lógica industrial, investem em sistemas e economiza-se em mão de obra. Nossa educação não pode ser vista como apenas um treinamento, desvinculada das relações humanas e da individualidade dos alunos e das capacidades dos professores. 
Qualidade na educação não significa que os alunos deveriam ter aprendido tudo que está no currículo, mas sim devemos incorporar o conceito de igualdade em que todos aprendem e todos tem direito de aprender. 
Nossa sala de aula é uma fração da sociedade em que vivenciamos e é pensando nisso que quando realizo meus planejamentos sempre penso que aluno tenho, qual sua realidade, como posso aproximar o conteúdo a ser trabalhado naquela aula para a realidade dele, não posso falar uma linguagem totalmente fora de seu nível, quais as relações que tenho com eles. Não sei se minhas aulas são as melhores, mas procuro me empenhar o máximo e entender como é meu aluno, fazer com que nossa relação seja a mais harmoniosa possível. Com todas as dificuldades que muitos deles enfrentam ainda muito cedo, quando os vejo todos empenhados em uma atividade que proponho me realizo no esforço de cada um dentro de suas possibilidades.


COMO SE DEFINE UMA GERAÇÃO?

O que define uma geração é um conjunto de características variáveis relacionadas aos modos de agir e de pensar de determinados sujeitos, que podem estar associados à categorias de idade ou de manifestação grupal, e que possuem uma razão classificatória dentro de um grupo social mais amplo, seja ele família, escola ou ainda uma determinada comunidade ou sociedade.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

PPP X GESTÃO DEMOCRÁTICA

Muitas da reflexões feitas sobre as questões a seguir proporcionaram aprendizagens significativas na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, achei primordial que constasse no portfólio.

1) De que forma relações horizontais contribuem para institucionalizar uma cultura organizacional democrática? O que muda nos processos decisórios? Quais os benefícios advindos para professores, alunos, funcionários, pais e comunidade, considerando esse modo de gerir a escola?
Este conceito de cultura democrática ainda é uma trajetória nova, que ainda está sendo construída dentro dos espaços escolares já que seu sentido não vem da educação. E ela vem por trazer novos paradigmas para a busca de uma qualidade na educação, atualmente tão necessária. Para efetivação de uma organização democrática temos como foco principal a participação de todos da comunidade escolar, tanto professores, alunos, funcionários e representantes da comunidade para juntos resolverem os problemas e tomarem as decisões mais concernentes para a instituição. Estas ações de mobilização acabam por se tornarem também um ato político pois se torna uma aprendizagem já que dela demanda tempo, atenção e trabalho para fazermos uma nova leitura em busca de soluções para as demandas que uma instituição necessita para sua gerencia.

2) Em sua opinião, qual o papel do gestor escolar, no sentido de fomentar e de preservar a gestão democrática na escola? Dê exemplos:
O gestor da escola é um mediador entre os objetivos aos quais a escolas estabelece em suas diretrizes e as ações que demandam para a sua efetivação. Um dos atributos do diretor é o de promover e garantir a participação de todos os envolvidos, estar informado e atento a cursos de formação continuada, estar ciente da legislação que envolve a educação, estar a par dos processos de inclusão e as demandas relacionadas, organizar a interação e participação dos pais e de toda a comunidade escolar no processo de ensino aprendizagem, estar a par da identidade da escola para organiza-la com a demanda em que ela está localizada.

3) Como a escola pode se organizar, para garantir a elaboração coletiva e a implementação do PPP e do Regimento Escolar?
Através da convocação da sua comunidade escola com reuniões, assembleias, grupos de estudo, comissões de sistematização para a definição das normas, funções, atribuições e a definição de cada segmento e setores da escola. Nestes documentos deverão estabelecidos a filosofia, objetivos do estabelecimento, organização pedagógica e a organização curricular justamente para proporcionar uma orientação para seu trabalho na produção do conhecimento.
 
4) Este momento (processo de elaboração do PPP e do Regimento Escolar) pode ser considerado como uma formação continuada, em serviço?
Deveria ser considerado como formação continuada, como consta no texto “PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR”, no artigo 14 da LDBEN, inciso I, em que “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola” são a partir destes encontros e estudos que possamos refletir sobre os princípios básicos que norteam a instituição conforme o meio a qual ela está inserida.

5) Em que medida uma gestão democrática favorece a aprendizagem escolar e o desenvolvimento dos alunos?
Em uma escola em que temos uma gestão democrática temos a participação de todos e neste contexto temos os grêmios estudantis que tem por objetivo dar voz aos estudantes sobre o cotidiano escolar, fazendo com que se mobilizem e aprendam a se organizar politicamente em favor de seus direitos.

6) Como mediar os conflitos ideológicos e os de natureza técnico-pedagógica (diferentes concepções de educação, de conhecimento, de avaliação...) que costumam emergir ao longo do processo de elaboração do PPP e do Regimento Escolar?      
Ao refletir sobre essa questão acredito que o diálogo e as reflexões realizadas pelos docentes e todos os envolvidos na elaboração do PPP e do Regimento Escolar é que iram repensar o significado da escola e da educação que queremos para o agora e para o futuro. Já que a realidade de mundo que tínhamos no início da era industrial é totalmente diferente da atual que está voltada para o conhecimento.

A construção coletiva do PPP e do Regimento Escolar é que irá ser uma ponte entre essas mudanças que ocorreram em nossa sociedade. Deste modo, na atualidade o avanço da tecnologia e das inovações nas práticas pedagógicas é que iram colaborar nos processos de ensino aprendizagem do aluno.

DEMOCRACIA

Na Gestão Patrimonialista temos o gestor como o detentor do poder e suas decisões são pelo seu interesse pessoal, já na Gestão Democrática tem-se como objetivo o interesse da sociedade em geral e o Estado como o detentor do poder, e para as instituições escolares que apresentam uma Gestão Democrática temos a participação da comunidade escolar nas decisões administrativa da instituição de uma forma que seja para o interessa da comunidade.
Em uma gestão democrática temos uma dinâmica constante, em que a participação coletiva de todos os segmentos da escola é imprescindíveis, tanto na participação como nas decisões respeitando as peculiaridades de cada instituição.
- Elaboração do projeto político pedagógico
- Participação nos conselhos escolares
 - Na escolha do dirigente
- Na definição da aplicação dos recursos recebidos pela escola


Temos que ver que a formação de nosso estado brasileiro na sua origem tem uma relação com a ordem oligárquica-patrimonial-burocrática, e assim vem por influenciar todo o aparato das instituições públicas, e se encontra intrínseca em todas as esferas políticas e organizativas da federação.
E a convivência entre os sujeitos pode ser de uma forma autoritária, que aí temos autoritarismo, ou pode ser de uma forma democrática. 
A Democracia então é muito mais do que simplesmente ter eleições, muito mais do que simplesmente a voz do povo, é tudo isso, mas também pode ser em essência como fundamento de princípio. 
A educação só se faz se ela for Democrática, a criança só aprende se ela quiser, primeira coisa que devemos fazer é propiciar condições para que ela queira, senão ela não irá querer aprender. Propiciar condições para que a criança queira é uma ação dialógica, democrata por isso arriscada, você não tem certeza que ela irá querer, você tem que correr o risco de ela não querer. 
  

quinta-feira, 13 de julho de 2017

LDB

Leis que regulamentam a educação no Brasil existem desde de 1824, entretanto como o nome LDB surgiu a partir da década de 60. A educação foi colocada como um fator de ligação e de integração para extensão de seu território, mas também é quando se identificou uma disparidade, é aí que se reconhece uma diferenciação entre a elite e os “outros”. A educação sempre esteve vinculada a políticas econômicas determinadas por interesses políticos, devemos ter em conta que a educação nunca foi um campo neutro, pois no momento que o cidadão percebe a diferença entre os padrões de vida e os direitos que os cercam tendem a exigir um avanço nas igualdades sociais e uma maior participação nas decisões nos espaços em que vivenciam.



ENSINO DA GEOGRAFIA

Sobre o ensino de Geografia, bem como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), referem-se que o objetivo da geografia escolar é formar cidadãos para pensar o espaço geográfico e nele atuar de modo que desenvolva a sua cidadania. 
O ensino da disciplina de Geografia deve contemplar conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais, sendo estes: 
- Os conteúdos conceituais visam a desenvolver as competências relacionadas com os símbolos, expressões, idéias, imagens, representações e nexos, com os quais o aluno deve aprender e ressignificar o real. No qual se materializam através de reflexões de conteúdos que proporcionem situações problematizadoras, desafiadoras ao educando e na elaboração do conceito permita vivenciar o conhecimento, elaborando generalizações e busque ressignificá-lo. 
A dimensão procedimental envolve o processo ensino-aprendizagem, onde devemos articular a construção lógica do conceito, com a metodologia relacionando-se com uma área específica de conhecimento. Os conteúdos procedimentais expressam um saber fazer que envolve tomar decisões e realizar uma série de ações, de forma ordenada e não aleatória, para atingir uma meta. Os mesmos sempre estão presentes num projeto de ensino, pois uma pesquisa, um experimento, uma síntese, um festival, uma oficina, são ações presentes em sala de aula.
- A dimensão atitudinal são as ações do cotidiano escolar em que envolvendo valores, atitudes, normas, posturas que influem nas relações e interações entre professor/aluno, aluno/aluno de uma forma responsável. 




NOVA CLASSE SOCIAL


Precariado, quando escutei este termo no vídeo de Zygmunt Bauman me chamou muito atenção, como assim surgiu uma nova classe social?
Pelas pesquisas relacionadas ao termo, identifiquei que é uma camada da sociedade, constituída de jovens-adultos com escolarização e sem inserção nas relações de trabalho e vida social, ou seja, como muitos estudiosos já mencionaram em vários estudos sobre o mercado de trabalho, o grande contingente de reserva de mão de obra num mundo da globalização.
Devemos ter em mente em que a sociedade é composta por vários sistemas (político, cultural, econômico, jurídico, e educacional) e que se articulam entre si e que se influenciam e são influênciados e temos que ter a certeza com a inserção destes novos jovens com acesso a informação já estão contribuindo para essas novas demandas no sistema educacional, para esta ordem devemos estar atentos como nos apontou o texto lido na interdisciplina, "Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações" para as três condições básicas para que haja um sistema de ensino equilibrado:

a) conhecimento dos problemas educacionais de uma dada situação histórico-geográfica
b) conhecimento das estruturas da realidade social, política, cultural, religiosa etc. e
c) uma teoria da educação para dar significado humano à tarefa de integrar os problemas e o conhecimento, indicando os objetivos e os meios para uma atividade coletiva intencional

Fonte:
DOURADO, Luiz Fernandes; OLIVEIRA, João Ferreira de; MORAIS, Karine Nunes de; Organização da educação escolar no Brasil na perspectiva da gestão democrática: sistemas de ensino, órgãos deliberativos e executivos, regime de colaboração, programas, projetos e ações. Brasília, DF: INEP, 2007. Disponível em: http://escoladegestores.mec.gov.br/site/4-sala_politica_gestao_escolar/pdf/texto2_2.pdf acessado em 18/06/2017.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

HEMISFÉRIOS CEREBRAIS




Hemisfério Esquerdo
Hemisfério Direito
a) Verbal. Codificação e decodificação da fala, Matemática, notação musical.
a) Não-verbal, visão-espacial, musical
b) sequencial, temporal, digital.
b) simultâneo, espacial, relacionamentos, construtivo, busca regras.
c) lógico, analítico.
c) gestáltico, sintético, relacionamentos, construtivo, busca regras.
d) racional, interessado em partes componentes; detecta características.
d) intuitivo. Interessado em conjuntos e gestalts, integra partes componentes e as organiza em um todo.
e) Pensamento Ocidental.
e) Pensamento Oriental.

"Mediante um processo complexo em que intervém uma grande quantidade de neurônios, o cérebro gera os pensamentos. Quando se aprende algo, cria-se uma rede de neurônios que é reforçada pela repetição dessa informação ou experiência. Quando há uma experiência diferente, mas relacionada com a rede original, o cérebro automaticamente "reformula" o arquivo para levar em conta a nova entrada."

Fonte: 
PEÑA, Antonio Ontoria; GÓMEZ, Juan Pedro R.. Potencializar a capacidade de aprender e pensar: o que mudar para aprender e como aprender para mudar. São Paulo: Madras, 2004. 211 p. Tradução de Fulvio Lulsisco.

PENSAR / ACREDITAR

A nossa capacidade de aprender está relacionada à nossas crenças, ou seja, com o pensamento/opiniões que temos sobre o mundo, sobre os “outros” ou até mesmo sobre nós mesmos. E a crença de que temos a capacidade de aprender está intimamente relacionada na crença de que podemos alcançar nossos objetivos, no momento que acreditamos em nosso potencial damos suporte para que nossas crenças se tornem realidade. 
Então as crenças podem se desenvolver a partir de duas fontes a interna em que é aquela que identificamos/sentimos em que se torna imaginada/inspiradora quando acreditamos em nosso potencial. E podemos apontar uma outra fonte que é a externa, e que tem uma grande aplicação na sala de aula, que é a forma como a outra pessoa projeta sua visão sobre nós. Como quando o professor tem em seu imaginário que os alunos apresentam capacidade para desenvolver determinadas atividades, todas as suas ações serão determinadas para que todos realizem positivamente e mesmo aqueles alunos que não conseguem atingir prontamente todos os objetivos, o professor com certeza encontrará uma justificativa para a sua dificuldade como o contexto social, as preocupações da idade. 
Mesmo assim este professor empreenderá outras ações que promovam incentivo e metodologias diferenciadas para que estes alunos desenvolvam as habilidades para ultrapassar os desafios propostos, pois estará vivenciando esta realidade imaginada acreditando em suas capacidades.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

ROMPER OS "MUROS"

Um fator que veio a promover mudanças em nossa sociedade, não só em nossas relações mas também em nossa cultura e economia, é a tecnologia. Passamos de uma era industrial onde tínhamos uma mecanização da produção para uma era informacional em que os avanços tecnológicos estão promovendo mudanças em todas áreas de nossa sociedade a ponto de influir até mesmo na forma de pensarmos e nos relacionarmos com o conhecimento. 
Podemos ver essa transição na educação, no final do século XVIII, tínhamos um professor por aluno, e sua aprendizagem era individualizada e somente para uma parcela da sociedade que apresentava um poder aquisitivo considerável. Não podemos esquecer que neste momento histórico nossa economia era principalmente agrária.
Quando entramos na era da industrialização, houve a necessidade de que surgisse determinados locais de instrução para suprir a demanda que ocorria naquele momento, nestes locais encontraríamos um professor que este individuo significava o detentor do saber e deveria atender vários alunos, neste momento da história o perfil que se apresentavam era a de serem todos meninos e brancos. Já começa neste momento a inserção do controle do tempo e uma característica na aprendizagem, em que todos deveriam aprender da mesma forma e o mesmo conhecimento perfilando assim uma homogeneidade no saber. 

Em um terceiro momento temos a democratização e a universalização da escola, em que temos um número maior de alunos e principalmente que estes professores tendo que dar conta das diferenças das mais diversas como sociais, econômicas, psíquicas, físicas, culturais, religiosas, raciais, ideológicas e de gênero. E ainda não podemos esquecer que estas crianças até pouco tempo atrás não estavam habituadas a este universo do conhecimento e muito menos algum de seus familiares.
   



Já o momento em que nos encontramos atualmente, com a inserção das novas tecnologias, as modificações já começam a transformar a mentalidade da sociedade. Não podemos esquecer que a quantidade de informação que existe hoje é tão abundante, o acesso a essas informações se tornou muito mais dinâmico, com o avanço destas tecnologias cada vez mais dinâmico vem por influenciar novamente nossas formas de trabalho, nossas relações pessoais e até mesmo em nossa qualidade de vida. 
É imprescindível que estejamos atentos com essas mudanças, pois como qualquer profissional, o educador necessita renovar seu saber pedagógico trazendo para a sala de aula novas técnicas e metodologias, não significa que com isso devemos destruirmos o conhecimento já existente mas sim que estejamos abertos a complementarmos com outras dimensões e saberes.







domingo, 30 de abril de 2017

ADULTEZ

Os rituais que representam a passagem da adolescência para a fase adulta estão relacionados ao término da escola, a saída da casa dos pais, o trabalho e a formação de uma família. Entretanto a partir do final do século XX, algumas mudanças ocorreram em nossa sociedade fazendo com que ocorressem modificações nestes marcos e nas relações interpessoais.



Uma delas é por questões financeiras que faz com prolongue a dependência familiar e assim postergue a saída da casa dos país, favorecendo com que tenham influências nas suas relações afetivas, proporciona uma falta de experiência em lidar com os problemas diários em função de muitas vezes os pais tomarem para si a resolução, tendência a idealizar as relações internalizando as figuras de seus pais.
A falta de um projeto de vida, onde estabelecemos fronteiras claras entre o que almejamos e o que é passageiro. São as dificuldades enfrentadas que nos colocam a prova ou até mesmo faz com que modifiquemos nosso plano de vida, essas experiências promovem uma maturação em nosso desenvolvimento até chegarmos a nossa almejada sensação de autonomia e responsabilidade plena de nossas conquistas.  
E com a inserção da mulher no mercado de trabalho temos modificações na divisão de trabalho, muitas mulheres já ocupam cargos onde antes eram exclusivas dos homens. Em função desta dupla jornada de trabalho, muita das mulheres ainda apresenta um sentimento de culpa por delegar os cuidados de seus filhos a outros como creche e avós. Mesmo que ocorra um comum acordo entre o casal para a criação dos filhos, a mãe ainda assim toma para si o encargo de cuidar e resolver os problemas aumentando sua carga de responsabilidade ao invés de compartilhar com o outro.

Mesmo com tantas modificações em nossa sociedade, ao refletir sobre como nos tornarmos adultos, ainda vejo que são estas experiências próprias de cada um, é que fazem amadurecermos mais cedo ou tardiamente. No entanto, continuamos ainda ligados aos fenômenos sociais como o nível social, o percurso escolar, as oportunidades e as condições de emprego e as nossas relações afetivas, enfim mudamos mas não tanto assim.  

Fonte:
COBO, Barbara; SABOIA, Ana Lucia. A “geração canguru” no Brasil. In: XVII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, Caxambú: MG - Brasil, 2010. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2010/docs_pdf/tema_12/abep2010_2645.pdf> . Acesso em: 25 abr. 2017.


FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar; (Org.). Psicologia e Educação: Desenvolvimento Humano - Adolescência e Vida Adulta. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. 165 p.

TEMPO

Ao fazer as pesquisas sobre Sindrome de Peter Pan, que seriam o ponto inicial de nosso semestre me vi com uma questão que já vinhamos trabalhando anteriormente que é a questão do tempo.
Mas este tempo em que estamos analisando é tempo das vivências em que passa igualmente para todos os seres humanos, ainda que para alguns pareça passar mais rápido que a outros. Da mesma forma são as relações, elas transcorrem de forma e em tempos iguais. Entretanto o que fazemos com o tempo é de total responsabilidade nossa, fruto de nossa liberdade e determinado por um espaço e a um momento histórico específico.



O tempo humano biologicamente transcorre desde seu nascimento até sua morte e ela passa por unidade de igual valor sendo estipulada em minutos, dias, meses, anos, décadas e que não retornam. No entanto as fases de desenvolvimento psicológico de cada indivíduo não estão ligadas a uma linearidade, pois ocorrem com influencias externas como seu contexto histórico, cultural e social. E ainda a particularidade de que cada um vivencia as experiências de maneira diferente.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

EIXO V

Mais um semestre se inicia e novos projetos estão surgindo para nos desafiar. Em Seminário Integrador nos foi proposto a pensar sobre como ser um professor reflexivo, em projeto pedagógico em ação a construirmos um projeto em nossa sala de uma forma coletiva, em psicologia da vida adulta teremos que produzir uma pesquisa de forma coletiva e em Seminário Integrador teremos que avaliarmos as postagens de um colega.
Então para começarmos, deixo um paragrafo que me deixou muito pensativa e acho que tem muito a ver com as questões com as quais estamos a trabalhar neste semestre:

"É possível ser um bom professor sem ter qualquer conhecimento da história da educação, do mesmo modo que um cidadão leal pode não conhecer a história de seu país. Este pode ser um especialista político, mas não será um estadista. Aquele pode ser um professor, mas não será um educador."   (Kichle, 1901)

sábado, 18 de março de 2017

Aprendizagem

Como desenvolver uma aprendizagem significativa?
"A aprendizagem Significativa é um processo de desenvolvimento de insights ou estruturas significativas." (Peña, 2005) 
Ou seja, são as construções que realizamos para relacionar as informações recente com as já pré-conhecidas por nós, quando realizamos essa inter-relação o assunto se torna mais interessante e nos determinamos à aprender, com isso os novos significados se tornam permanentes.
E na sala de aula cabe ao professor, como profissional especializado, à desenvolver as várias possibilidades de diferenciação do ambiente para que se torne motivador a reflexão destas construções pois sem um envolvimento do aluno essas aprendizagens serão mecânicas, repetitivas e passageiras.





sábado, 4 de março de 2017

Ser Docente

O professor é o profissional que está em continuo aprender e todo aquele que reflete sobre seu planejamento e de como atua em sala tem a possibilidade de apresentar ações mais eficazes. Para isso os registros que fazemos em sala de aula como áudio, fotos, diários de aula nos dão suporte para fazer uma análise do nosso trabalho e do desenvolvimento dos alunos. E este hábito quando inserido em nosso fazer diário incentiva ao desenvolvimento do caráter autoral a nossas produções.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Multiplicação


Na Teoria dos Campos Conceituais, do psicólogo francês Gérard Vergnaud, existem particularidade que se aproximam entre o campo aditivo como do campo multiplicador. Ele ressalta que ambas as operações não são estanques, não podemos separar a adição da subtração, assim como não se separa a multiplicação da divisão, e o principal não há somente um caminho para solucionar os problemas matemáticos.
Assim como podemos desenvolver vários enunciados diferentes usando os mesmos elementos, cabe ao professor propor desafios de diversos níveis para que o aluno possam construir um conjunto de possibilidades para soluciona-los.
Fazendo uma conexão entre as disciplinas Matemática/Geografia, podemos fazer um planejamento com o conteúdo de Urbanização utilizando tabelas de épocas diferentes para mostrar a quantidade de habitantes de uma cidade e ao mesmo identificando questões relacionadas ao desenvolvimento industrial na região estudada e por que ocorreram nestes anos uma explosão demográfica. Para dar continuidade com estes mesmo tema podemos a partir de pesquisas montar outras tabelas, ampliando as dificuldades, sobre como ocorreu o aumento da população de várias regiões em períodos diferentes, o número de habitantes em espaços urbanos e rurais.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trajetórias

Vivemos em uma sociedade multicultural e para isso precisar aprender/reaprender a respeitar o diferente, isso é viver em uma democracia. O nosso grande desafio como professores em primeiro lugar é despir de nossos preconceitos, só assim teremos condições de lutar contra a descriminação e o preconceito. 
Aprender a lidar com o diferente é muito importante e faz com que consigamos promover a paz em um momento tão conturbado com o qual estamos passando em nossa sociedade. 
E como podemos mudar ou contribuir com uma “Cultura de Paz”?
Para mim, demonstrando em nossas aulas como nosso país é tão grande, com uma diversidade cultural, no entanto somos tão iguais, da mesma forma como dentro da sala de aula, cada um de nós trazemos uma história de vida, nossos pais tiveram outras histórias e nossos avós, também não foram diferentes construíram suas histórias em um outro tempo e alguns em um outro lugar. No entanto, ao mesmo tempo temos que ver que como seres humanos somos tão iguais respiramos, vivemos em sociedade, convivemos uns com os outros. Aonde vemos nossas diferenças?
Nossas diferenças fazem parte de nós e ao mesmo tempo complementa um todo, são nossas marcas, é o que nos identifica como indivíduos e nos aproxima de outros que apresentam pensamentos próximos ao nosso. E são esses conhecimentos tão diversos que fazem com que nossa sociedade se transforme mas para molda-la de uma forma positiva devemos ser tolerante e aceitar pensamentos diferentes dos nossos por mais que não concordemos e assim poderemos construir uma sociedade mais justa.

Fonte: FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Como as ideias surgem?

Em algumas leituras em que estive fazendo sobre educação me deparei com uma reportagem da Revista Novaescola, na realidade é uma Série Especial na qual se discutia os vários Retratos da Exclusão (fevereiro/2014), neste texto o que mais me marcou foi que no Brasil temos 7,5% das crianças entre 4 e 17 anos que não frequentam à escola. Isso significa que no país encontramos um número aproximado de 3.366.299 de pessoas, conforme Pnad de 2012, que se encontram fora da escola. 

Mas por que essas crianças e adolescentes não tem acesso à educação em pleno século XXI?
Várias são as situações, mas com certeza os mais atingidas são as populações que se encontram em mais vulnerabilidade, como: as negras, as indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência, exploradas e com deficiências de aprendizagens. No texto, se identificava várias medidas que poderiam ser realizadas para reverter esse quadro como o aumento do número de escolas, escolas com acessibilidade para alunos com deficiência, reforma das escolas já existentes, transporte escolar, profissionais especialistas, valorização de seus profissionais docentes, enfim n situações demonstrando que é complexa a questão, entretanto o que os vários setores fazem na realidade é burocratizar ainda mais o conhecimento em prol de uma eficiência produtividade para o mercado. 
Sabemos que não são questões fáceis de serem respondida e de serem solucionadas, tanto que temos em nossa sala de aula uma diversidade muito grande de realidades e nós professores necessitamos ensina-los dentro destas incertezas. 
Mas afinal devemos prepara-los para o que? 
Foi quando me lembrei de uma passagem no livro do Paulo Freire, Por uma Pedagogia da pergunta, em que Antonio Faundez descrevia uma de suas férias escolares na qual ele trabalhava junto com uma família araucana e refletiu sobre qual seria o sentido e a importância do saber ler e fazer contas para aqueles camponeses? 
Sua conclusão naquele momento foi que a importância maior era o de lutar contra a injustiça e para isso teve que respeitar o cotidiano daquela realidade e a partir do entendimento das marcas culturais daquela família poder criar caminhos de mudanças, será que ai não está uma das respostas para os problemas encontrados atualmente, acharmos os caminhos contextualizados para que nossos alunos possam fazer as mudanças e desta forma poderem reorganizar a sociedade de uma forma mais justa.
"Na medida em que as massas não detêm o saber que o intelectual possui, elas não detêm o poder. E esse desprezo pelo saber popular afasta o intelectual das massas." (Freire, 1985)

“Saímos para o exterior, não para descobrir o segredo dos outros, mas para descobrir o segredo de nós mesmos.” (Mariátegui)

Fonte:
Retratos da exclusão - Revista Novaescola
FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Campo Aditivo

Ao procurar compreender sobre Campo Aditivo na interdisciplina da representação do mundo da matemática, me deparei com um artigo sobre Gerard Vergnaud, um dos discípulos de Piaget, que tinha como campo de estudo as dificuldades encontrados pelos alunos nas áreas das estruturas aditivas e multiplicativas e partir deste desenvolveu sua teoria do campo conceitual. Gerard ao encontrar resistência destes temas em suas salas de aula, se obrigou a pesquisar sobre o assunto a fim de suprir as dificuldades dos alunos e assim chegarem a aprendizagens significativas.
Desde inicio da atividade desta interdisciplina me veio a dificuldade de como conciliar conteúdos geográficos com o campo  aditivo da matemática, foi quando relacionei aos conteúdos de Fuso Horário e Coordenadas Geográficas, ambos trabalhados no 1ª ano do ensino médio e que muitas vezes demonstram trazer uma grande dificuldade no entendimento por parte dos alunos. Uma forma de exemplificar uma das questões com as quais trabalhamos é sobre o nosso planeta, ele apresenta uma forma esférica e um de seus movimentos é o de rotação, onde como consequência deste movimento enquanto uma área está sendo iluminada a outra logo em seguida vai perdendo sua luminosidade, diante disto o homem dividiu a Terra em 360°(fatias) e dividiu em 24 horas, resultando em fatias de 15° em que a cada 1 hora avança ou diminui a luminosidade dependendo de seu deslocamento sobre a Terra, e a cada 1° corresponderia no espaço real 111 km. Quanto trabalhamos com estas reflexões sobre o deslocamento na Terra e a diferença de horário de um lugar para o outro é que proporciona uma grande dificuldade de assimilação por parte do aluno, pois temos que acrescentar, ou seja, avançar(adição) ou retroceder(subtração) as horas dependo do sentido do deslocamento sobre a Terra. Para o aluno este conteúdo se torna um pouco complexo pois necessita de uma determinada abstração para a compreensão dos problemas apresentados.   
Quando Vergnaud desenvolve sua teoria dos campos conceituais propõem que alguns fatores são primordiais para que o aluno possa construir esquemas cognitivos e ocorra a apropriação do conhecimento, tais como a interação social, a linguagem e a simbolismo do conhecimento. Como campo conceitual, ele entende como sendo um conjunto de problemas, situações e operações de pensamento ligados a um processo de aquisição/resignificação do conhecimento que este processo pode levar de meses a anos no desenvolvimento do educando. Então é através das experiências, maturidade e aprendizagens que os alunos desenvolvem as aprendizagens significativas. Sendo assim cabe aos professores ao longo da vida escolar e nas diversas disciplinas tanto individual como interligadas propor desafios que incentivem o desenvolvimento dos alunos e que os conhecimento possam ser interligados pelos professores para que essa aprendizagem se concretize.




domingo, 8 de janeiro de 2017

Encantamento

Quando a criança se identifica com o seu espaço e se integra a ele, se sente instigada a desvenda-lo, é essa inter-relação com seu meio que a motiva a explora-lo a fim de identificar possíveis respostas as suas indagações. É instigando a curiosidade que iremos despertar a vontade de desvendar o mistério dos fenômenos que nos cercam, sobre como eles funcionam e qual a relação com nossa vida diária. 
São os vários ramos das ciências que veem a nos dar base cientifica para propor respostas a estas indagações, mas depende do professor com formação adequada saber como direcionar essas motivações conforme sua faixa etária e seu nível de desenvolvimento, são a partir dessas reflexões que iremos desenvolvemos um raciocínio crítico, o pensamento lógico e a sua capacidade intelectual.
Para isso o profissional docente saberá quando deve ser inseridos os questionamentos pertinente a cada classe e conduzir à situações que sejam de observação, a como deve ser desenvolvida a pesquisa e por fim como deve ser o registro deste saber nas mais diversas formas de linguagem a fim de que sua aprendizagem seja fixada.



Fonte: 
Programa Tudo se transforma. Disponível em: História da Tabela Periódica acesso em 07/01/2016.