terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Multiplicação


Na Teoria dos Campos Conceituais, do psicólogo francês Gérard Vergnaud, existem particularidade que se aproximam entre o campo aditivo como do campo multiplicador. Ele ressalta que ambas as operações não são estanques, não podemos separar a adição da subtração, assim como não se separa a multiplicação da divisão, e o principal não há somente um caminho para solucionar os problemas matemáticos.
Assim como podemos desenvolver vários enunciados diferentes usando os mesmos elementos, cabe ao professor propor desafios de diversos níveis para que o aluno possam construir um conjunto de possibilidades para soluciona-los.
Fazendo uma conexão entre as disciplinas Matemática/Geografia, podemos fazer um planejamento com o conteúdo de Urbanização utilizando tabelas de épocas diferentes para mostrar a quantidade de habitantes de uma cidade e ao mesmo identificando questões relacionadas ao desenvolvimento industrial na região estudada e por que ocorreram nestes anos uma explosão demográfica. Para dar continuidade com estes mesmo tema podemos a partir de pesquisas montar outras tabelas, ampliando as dificuldades, sobre como ocorreu o aumento da população de várias regiões em períodos diferentes, o número de habitantes em espaços urbanos e rurais.



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trajetórias

Vivemos em uma sociedade multicultural e para isso precisar aprender/reaprender a respeitar o diferente, isso é viver em uma democracia. O nosso grande desafio como professores em primeiro lugar é despir de nossos preconceitos, só assim teremos condições de lutar contra a descriminação e o preconceito. 
Aprender a lidar com o diferente é muito importante e faz com que consigamos promover a paz em um momento tão conturbado com o qual estamos passando em nossa sociedade. 
E como podemos mudar ou contribuir com uma “Cultura de Paz”?
Para mim, demonstrando em nossas aulas como nosso país é tão grande, com uma diversidade cultural, no entanto somos tão iguais, da mesma forma como dentro da sala de aula, cada um de nós trazemos uma história de vida, nossos pais tiveram outras histórias e nossos avós, também não foram diferentes construíram suas histórias em um outro tempo e alguns em um outro lugar. No entanto, ao mesmo tempo temos que ver que como seres humanos somos tão iguais respiramos, vivemos em sociedade, convivemos uns com os outros. Aonde vemos nossas diferenças?
Nossas diferenças fazem parte de nós e ao mesmo tempo complementa um todo, são nossas marcas, é o que nos identifica como indivíduos e nos aproxima de outros que apresentam pensamentos próximos ao nosso. E são esses conhecimentos tão diversos que fazem com que nossa sociedade se transforme mas para molda-la de uma forma positiva devemos ser tolerante e aceitar pensamentos diferentes dos nossos por mais que não concordemos e assim poderemos construir uma sociedade mais justa.

Fonte: FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Como as ideias surgem?

Em algumas leituras em que estive fazendo sobre educação me deparei com uma reportagem da Revista Novaescola, na realidade é uma Série Especial na qual se discutia os vários Retratos da Exclusão (fevereiro/2014), neste texto o que mais me marcou foi que no Brasil temos 7,5% das crianças entre 4 e 17 anos que não frequentam à escola. Isso significa que no país encontramos um número aproximado de 3.366.299 de pessoas, conforme Pnad de 2012, que se encontram fora da escola. 

Mas por que essas crianças e adolescentes não tem acesso à educação em pleno século XXI?
Várias são as situações, mas com certeza os mais atingidas são as populações que se encontram em mais vulnerabilidade, como: as negras, as indígenas, quilombolas, pobres, sob risco de violência, exploradas e com deficiências de aprendizagens. No texto, se identificava várias medidas que poderiam ser realizadas para reverter esse quadro como o aumento do número de escolas, escolas com acessibilidade para alunos com deficiência, reforma das escolas já existentes, transporte escolar, profissionais especialistas, valorização de seus profissionais docentes, enfim n situações demonstrando que é complexa a questão, entretanto o que os vários setores fazem na realidade é burocratizar ainda mais o conhecimento em prol de uma eficiência produtividade para o mercado. 
Sabemos que não são questões fáceis de serem respondida e de serem solucionadas, tanto que temos em nossa sala de aula uma diversidade muito grande de realidades e nós professores necessitamos ensina-los dentro destas incertezas. 
Mas afinal devemos prepara-los para o que? 
Foi quando me lembrei de uma passagem no livro do Paulo Freire, Por uma Pedagogia da pergunta, em que Antonio Faundez descrevia uma de suas férias escolares na qual ele trabalhava junto com uma família araucana e refletiu sobre qual seria o sentido e a importância do saber ler e fazer contas para aqueles camponeses? 
Sua conclusão naquele momento foi que a importância maior era o de lutar contra a injustiça e para isso teve que respeitar o cotidiano daquela realidade e a partir do entendimento das marcas culturais daquela família poder criar caminhos de mudanças, será que ai não está uma das respostas para os problemas encontrados atualmente, acharmos os caminhos contextualizados para que nossos alunos possam fazer as mudanças e desta forma poderem reorganizar a sociedade de uma forma mais justa.
"Na medida em que as massas não detêm o saber que o intelectual possui, elas não detêm o poder. E esse desprezo pelo saber popular afasta o intelectual das massas." (Freire, 1985)

“Saímos para o exterior, não para descobrir o segredo dos outros, mas para descobrir o segredo de nós mesmos.” (Mariátegui)

Fonte:
Retratos da exclusão - Revista Novaescola
FREIRE, Paulo. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.