domingo, 30 de abril de 2017

ADULTEZ

Os rituais que representam a passagem da adolescência para a fase adulta estão relacionados ao término da escola, a saída da casa dos pais, o trabalho e a formação de uma família. Entretanto a partir do final do século XX, algumas mudanças ocorreram em nossa sociedade fazendo com que ocorressem modificações nestes marcos e nas relações interpessoais.



Uma delas é por questões financeiras que faz com prolongue a dependência familiar e assim postergue a saída da casa dos país, favorecendo com que tenham influências nas suas relações afetivas, proporciona uma falta de experiência em lidar com os problemas diários em função de muitas vezes os pais tomarem para si a resolução, tendência a idealizar as relações internalizando as figuras de seus pais.
A falta de um projeto de vida, onde estabelecemos fronteiras claras entre o que almejamos e o que é passageiro. São as dificuldades enfrentadas que nos colocam a prova ou até mesmo faz com que modifiquemos nosso plano de vida, essas experiências promovem uma maturação em nosso desenvolvimento até chegarmos a nossa almejada sensação de autonomia e responsabilidade plena de nossas conquistas.  
E com a inserção da mulher no mercado de trabalho temos modificações na divisão de trabalho, muitas mulheres já ocupam cargos onde antes eram exclusivas dos homens. Em função desta dupla jornada de trabalho, muita das mulheres ainda apresenta um sentimento de culpa por delegar os cuidados de seus filhos a outros como creche e avós. Mesmo que ocorra um comum acordo entre o casal para a criação dos filhos, a mãe ainda assim toma para si o encargo de cuidar e resolver os problemas aumentando sua carga de responsabilidade ao invés de compartilhar com o outro.

Mesmo com tantas modificações em nossa sociedade, ao refletir sobre como nos tornarmos adultos, ainda vejo que são estas experiências próprias de cada um, é que fazem amadurecermos mais cedo ou tardiamente. No entanto, continuamos ainda ligados aos fenômenos sociais como o nível social, o percurso escolar, as oportunidades e as condições de emprego e as nossas relações afetivas, enfim mudamos mas não tanto assim.  

Fonte:
COBO, Barbara; SABOIA, Ana Lucia. A “geração canguru” no Brasil. In: XVII ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, Caxambú: MG - Brasil, 2010. Disponível em: <http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2010/docs_pdf/tema_12/abep2010_2645.pdf> . Acesso em: 25 abr. 2017.


FERREIRA, Berta Weil; RIES, Bruno Edgar; (Org.). Psicologia e Educação: Desenvolvimento Humano - Adolescência e Vida Adulta. 2. ed. Porto Alegre: Edipucrs, 2003. 165 p.

TEMPO

Ao fazer as pesquisas sobre Sindrome de Peter Pan, que seriam o ponto inicial de nosso semestre me vi com uma questão que já vinhamos trabalhando anteriormente que é a questão do tempo.
Mas este tempo em que estamos analisando é tempo das vivências em que passa igualmente para todos os seres humanos, ainda que para alguns pareça passar mais rápido que a outros. Da mesma forma são as relações, elas transcorrem de forma e em tempos iguais. Entretanto o que fazemos com o tempo é de total responsabilidade nossa, fruto de nossa liberdade e determinado por um espaço e a um momento histórico específico.



O tempo humano biologicamente transcorre desde seu nascimento até sua morte e ela passa por unidade de igual valor sendo estipulada em minutos, dias, meses, anos, décadas e que não retornam. No entanto as fases de desenvolvimento psicológico de cada indivíduo não estão ligadas a uma linearidade, pois ocorrem com influencias externas como seu contexto histórico, cultural e social. E ainda a particularidade de que cada um vivencia as experiências de maneira diferente.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

EIXO V

Mais um semestre se inicia e novos projetos estão surgindo para nos desafiar. Em Seminário Integrador nos foi proposto a pensar sobre como ser um professor reflexivo, em projeto pedagógico em ação a construirmos um projeto em nossa sala de uma forma coletiva, em psicologia da vida adulta teremos que produzir uma pesquisa de forma coletiva e em Seminário Integrador teremos que avaliarmos as postagens de um colega.
Então para começarmos, deixo um paragrafo que me deixou muito pensativa e acho que tem muito a ver com as questões com as quais estamos a trabalhar neste semestre:

"É possível ser um bom professor sem ter qualquer conhecimento da história da educação, do mesmo modo que um cidadão leal pode não conhecer a história de seu país. Este pode ser um especialista político, mas não será um estadista. Aquele pode ser um professor, mas não será um educador."   (Kichle, 1901)